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As Praias da ilha

           Morro de São Paulo > Aprenda sobre Morro de São Paulo                            

As Praias de Morro de São Paulo

As praias de Morro de São Paulo são chamadas por ordem numérica: Primeira Praia, Segunda Praia, Terceira Praia, Quarta Praia e a Praia do Encanto, também chamada de Quinta Praia. Todas elas com uma característica, história e trajetória diferentes. Localizadas lado a lado e próximas uma da outra, as belíssimas praias desta ilha agradem a todos turistas, de todas as partes do mundo e de qualquer classe econômica. Areias claras, águas cristalinas, com a beleza da mata atlântica, fazem de Morro de São Paulo o lugar ideal para desfrutar do paraíso conforme seu estilo de vida.

As praias de Morro de São Paulo são chamadas por ordem numérica: Primeira Praia, Segunda Praia, Terceira Praia, Quarta Praia e a Praia do Encanto, também chamada de Quinta Praia. Todas elas com uma característica, história e trajetória diferentes. Localizadas lado a lado e próximas uma da outra, as belíssimas praias desta ilha agradem a todos turistas, de todas as partes do mundo e de qualquer classe econômica. Areias claras, águas cristalinas, com a beleza da mata atlântica, fazem de Morro de São Paulo o lugar ideal para desfrutar do paraíso conforme seu estilo de vida.

Ainda existem praias menores em Morro de São Paulo que são menos freqüentadas que permite mesmo na alta estação ficar mais isolado em contato com a natureza.
Longe do agito está a
Ponta da Pedra, Porto de Cima, Prainha do Forte e a Praia da Gamboa do Morro. Com exceção da Gamboa que oferece uma infra-estrutura com pousadas e restaurantes além de sua vila e comercio local, nas demais praias não existe nada além da natureza para ser desfrutada.

No final da Quinta Praia ou Praia do Encanto como também é conhecida, passando a grande área de mata nativa, existem mais duas praias que fazem parte da ilha de Tinharé: Garapuá e Pratigi. Ambas podem ser conhecidas através de passeios organizados saindo de Morro de São Paulo.

Conheca a seguir cada praia com suas caraterísticas:

1. Primeira Praia de Morro de São Paulo
2. Segunda Praia de Morro de São Paulo
3. Terceira Praia de Morro de São Paulo
4. Quarta Praia de Morro de São Paulo
5. Praia do Encanto de Morro de São Paulo

Veja também: Outras Praias de Morro de São Paulo

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- Morro de São Paulo
- Dicas e Infos sobre o Morro de São Paulo
- Como chegar em Morro de São Paulo

- Morro de São Paulo de dia
- Morro de São Paulo de noite
- Esportes e Atividades em Morro de São Paulo
- História do Morro de São Paulo
- Monumentos históricos de Morro de São Paulo
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- Povoados no Morro de São Paulo e região
- Bairros de Morro de São Paulo
- Povo de Morro de São Paulo
- Previsão de tempo e maré de Morro de São Paulo
- Hospedagem nas Pousadas e Hotéis de Morro de São Paulo
- Reveillon em Morro de São Paulo

- Ressaca de Carnaval em Morro de São Paulo
- Carnaval no Morro de São Paulo
- Restaurantes em Morro de São Paulo

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1. Primeira Praia de Morro de São Paulo
2. Segunda Praia de Morro de São Paulo
3. Terceira Praia de Morro de São Paulo
4. Quarta Praia de Morro de São Paulo
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2. Segunda Praia de Morro de São Paulo
3. Terceira Praia de Morro de São Paulo
4. Quarta Praia de Morro de São Paulo
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Praias de Morro de São Paulo

 Os nomes das principais praias de Morro de São Paulo obedecem a uma seqüência numérica: Primeira, Segunda, Terceira, Quarta e Quinta Praia. As praias, da Primeira até a Quinta, se localizam uma ao lado da outra. Todas com uma beleza rara de águas cristalinas e calmas, coqueirais, recifes e piscinas naturais. Tudo envolvido pela rica biodiversidade da Mata Atlântica.

As semelhanças, entretanto, param por aí. Cada uma carrega suas próprias características e adjetivos particulares. As praias de Morro de São Paulo agradam a todos os gostos e genêros. Por este motivo talvez, Morro de São Paulo seja visitado por várias tribos, por turistas do mundo inteiro de todas as classes sociais e com diversos estilos de vida.

As praias de Morro de São Paulo são perfeitas para se curtirem tanto de dia como durante a noite. Se você gosta de lugar deserto poderá desfrutar da tranqüilidade da Quarta Praia, a mais extensa com 3.700 metros e com piscinas naturais que se formam na maré baixa.

A Quinta Praia também é outra pedida para o descanso e privacidade. Sua natureza está praticamente intocável.

Se preferir um agito, recomendamos a Segunda Praia, com sua larga faixa de areia onde o visual colorido dos guarda-sóis e barracas atraem o maior número de turistas da ilha e à noite transforma-se no point de Morro de São Paulo com as badaladas festas que duram até o amanhecer.

Para quem não dispensa um esporte, a Primeira e a Terceira Praia são as recomendadas. Ambas oferecem várias modalidades esportivas onde você poderá se exercitar na areia ou no mar e ao mesmo tempo apreciar a beleza do lugar.

Mas Morro de São Paulo não possui somente estas praias. Estas podemos dizer, são as mais conhecidas e frequentadas. Enganam-se aqueles que pensam que a ilha só tem praias badaladas. Morro de São Paulo guarda outras belas surpresas. Não distante da parte central da ilha, mas bem longe da muvuca estão as praias do Praia do Porto de Cima, Ponta da Pedra, Prainha do Forte e a praia da Gamboa. Cada uma tem suas características e peculiaridades. Mesmo na alta temporada e feriados, estes lugares conservam a tranquilidade. Para quem quer isolamento, estas praias são o rumo certo.

As Praias da Ponta da Pedra e a Prainha do Forte não possuem nenhuma infra-estrutura como hotéis ou restaurantes. Mas tratam-se de pequenas enseadas onde você encontrará apenas a companhia da natureza. Apesar da Praia da Ponta da Pedra possuir algumas casas residenciais e o Iate Clube, não tem fluxo de pessoas.

A Praia do Porto de Cima tem pousadas localizadas bem próximas à praia e dois restaurantes. Já, a Praia da Gamboa possui maior infra-estrutura com pousadas, restaurantes e variado comércio local. Mas mesmo com todo este conforto, Gamboa ainda preserva o ar pitoresco do povoado de pescadores com sua natureza exuberante e o tão sonhado sossego. Ainda em Tinharé há as distantes praias de Garapuá e Pratigi.

Estas duas últimas podem ser conhecidas apenas por passeios programados ou com a companhia de um guia, pois ficam localizadas, respectivamente, após uma grande área de mangue que tem ao final da Quinta Praia.

Se hoje as praias de Morro de São Paulo chamam-se assim, antigamente ainda quando Morro não era um pólo turístico, tinham outras denominações. E não é só nos nomes que estas praias guardam um rico passado. Houve muita história nestes recantos da ilha. Cada praia teve sua trajetória, algumas mais intrigantes que outras, mas todas tiveram um passado que merece ser contado e você ficará sabendo de todas estas histórias a seguir. Confira um pouco sobre cada uma destas praias e deixe-se levar pelas belezas e encantos destes pequenos pedaços do paraíso e seja qual for a sua preferência, saiba que todas as praias são ótimas para relaxar, pois em Morro de São Paulo não tem lugar para o estresse.

Primeira Praia de Morro de São Paulo

Com uma extensão territorial de 315 metros, a Primeira Praia pode ser considerada a menor de todas. O que não a deixa para trás, pois em suas águas pode-se desfrutar de deliciosos banhos de mar. Não é o lugar mais visitado pelos turistas, mas é o mais freqüentado pelos adeptos aos esportes.

É onde fica a Pedra do Moleque, point dos surfistas em Morro de São Paulo e possui também lugares ideais para a prática do mergulho.

A Primeira Praia faz a alegria dos que procuram por adrenalina. Existem quatro opções: a Tirolesa que possui 350 metros de cabo a 70 metros do chão e liga o Farol à praia, a Banana Boat e você ainda poderá  deslizar sobre as águas,  andando de esqui aquático, wakeboard ou caiaque.

A Primeira Praia é dona de um visual belíssimo: olhando a sua esquerda no alto do morro se vê o Farol e à direita, a Ilha da Saudade, localizada na ponta da Segunda Praia.

Nesta praia que foram construídas as primeiras casas de veraneio, que hoje na sua maioria, são alugadas para turistas brasileiros e também vindos de outros países. No verão as enormes escunas de passeio contrastavam-se com os humildes barcos pesqueiros dos nativos.

Algumas destas antigas casas se transformaram em opções de hospedagem e além destas, foram construídas outras pousadas com inclusive, estruturas maiores oferecendo aos hóspedes ítens como piscina e sem falar da belíssima vista para o mar. Na beira da praia há poucas barracas, um total de quatro, sendo que a maioria é muito antiga e pertencem às famílias de nativos que há anos vêm conservando a tradição de sobreviverem do mesmo comércio.

Em todas você encontrará deliciosos petiscos baseados em frutos do mar, como a porção de pititinga, servida na Barraca Manus, uma das mais antigas barracas. É comum, principalmente no verão época de maior movimento, ver diversas embarcações atracadas, por ser considerado um bom ponto para ancorar, devido os barcos ficarem protegidos pela encosta e apresentar um grande número de recifes. Possui um ancoradouro natural, servindo também como ponto de desembarque de mercadorias de alguns estalecimentos comerciais e também de todo tipo de material de construção. Mas isso é visto com mais freqüência na baixa estação e nas primeiras horas da manhã. Devido serem períodos que apresentam menos fluxo de pessoas na praia.  É habitual avistar burricos carregados de tijolos ou areia passarem pela beira da praia, o que gera uma certa curiosidade por parte dos turistas, que chegam até a fotografá-los.

Por sua localização ser bem próxima à parte central do Morro, muitos turistas a preferem devido às facilidades de locomoção. Na rua situada paralela a praia, chamada de Rua da Prainha, ficam algumas pousadas, farmácia, agência de turismo, cyber-café, lojas e restaurantes. Conheça a seguir a história desta praia, como foi seu desenvolvimento e todas as características que a tornam a praia mais charmosa de Morro de São Paulo.

A história das praias de Morro de São Paulo, assim como a história geral do lugar, é contada por contos de seus mais antigos habitantes. Da época da colonização lusitana até os dias atuais, nada há em relação a documentos e registros que narrem a trajetória e o desenvolvimento destes lugares. Até mesmo os nativos não lembram com exatidão dos fatos ou marcos que conte sobre a história da baliza de nossas praias.

No livro Tinharé – História e Cultura no litoral Sul da Bahia, de Antonio Risério (BYI Projetos Culturais LTDA/2003) há dados que apontam para as praias do litoral nordestino como sendo lugares proíbidos para visitação: “.....em 1831, no sentido de dar à vida da cidade aparência tão européia quanto possivel, a Câmara Municipal do Recife decretou que todo indíviduo que fosse achado nu em beiras de praias, ou tomando banho com os corpos descobertos sem a devida decência, seria punido com prisão ou bolos”.(Cap. 27/Pág. 250).

Como vemos as praias não eram lugares frequentados pela população e apenas nos séculos seguintes foram vistas como locais de convívio social.

Em Morro de São Paulo cada praia teve, mesmo que pequena, sua trajetória como poderemos ver a seguir nos textos sobre as histórias das praias.

No caso da Primeira Praia, que se chamava Prainha, foi o local onde surgiram as primeiras casas de veranistas da ilha, pertencentes às famílias de classe média alta vindas de Salvador e cidades como Gandu, Valença, Cruz das Almas e Feira de Santana. Conforme Lena Wagner, estudiosa do assunto que cursou por dois anos História e já foi diretora cultural de Morro de São Paulo, estas famílias pertenciam a chamada Era do Cacau. “Eram fazendeiros de cacau que construíram suas casas, principalmente na Primeira Praia e na Vila e havia uma integração muito forte, uma troca carinhosa com os nativos”, conta Lena.  Hoje, a maioria destas casas se transformou em pousadas. Outras ainda preservadas, continuam com os mesmos proprietários e são alugadas na alta temporada. De acordo com Lena, estes veranistas se afastaram de Morro de São Paulo na era dos hippies. “Quando os mochileiros descobrem as belezas naturais e vão chegando com costumes adversos a esta classe de veranistas, mais conservadores, eles se afastam”, explica.

Enquanto a Primeira Praia apresentava os primeiros indícios de que o progresso não iria tardar, as demais praias da ilha ainda preservavam uma abundante vegetação nativa e um imenso coqueiral com suas fazendas de plantações de coco, dendê e piaçava. As primeiras barracas que apareceram na Primeira Praia pertenceram a nativos da ilha e até hoje mantém esta característica e é através destes estabelecimentos que seus proprietários tiram o sustento de suas famílias, do mesmo modo que seus antepassados, pais e avós trabalhavam, porém, com uma diferença. Hoje estas pessoas têm um aliado importante: o progresso. Antigamente, no tempo em que foram abertas, na década de 70, as barracas não tinham geladeiras, pois ainda não havia energia elétrica em Morro de São Paulo.

A luz elétrica só foi chegar em 1985. (confira a evolução da história de Morro de São Paulo no link História de Morro de São Paulo/ A Ilha e seu povo/ 2.1 - A vida dos nativos de Morro de São Paulo. As barracas mais antigas são a  Manus e a Tinharé, logo após surgiu a Barraca do Tempo. Dona Mariinha, Maria dos Amparo dos Santos, foi a primeira proprietária de uma barraca na Primeira Praia.

Dona Mariinha faleceu aos 74 anos e passou a barraca para sua filha, a Dadai, uma conhecida comerciante e ex-proprietária de um dos restaurantes mais conhecidos da ilha. Hoje a família é representada na  Primeira Praia por Seu Manu, Manuel Paulo Santos, de 58 anos, que dirige a barraca Manus. Filho de Dona Mariinha, ele mantém a tradição e possui desde 1984 seu comércio na Primeira Praia, onde a esposa e dois de seus quatro filhos trabalham. Seu Manuel não morava em Morro de São Paulo na década de 70, pois aos 16 anos de idade foi morar na capital como muitos outros nativos fizeram almejando o sonho de ter melhores condições de vida. Ficou em Salvador durante 20 anos e quando retornou em 1982,  trabalhou por um tempo com sua mãe que ainda estava viva e em 1984, então casado, já abriu a barraca. Nesta época o turismo em Morro de São Paulo já estava despontando e Seu Manuel teve a oportunidade de crescer também. Primeiro construiu a barraca na praia e mais tarde pôde construir uma pousada situada na Rua da Biquinha. O empreendimento, de acordo com ele, talvez por situar-se num local onde não houve investimentos e uma conscientização ambiental por parte da população e da administração pública,  não prosperou e com o passar dos anos transformou-se  em quartos de aluguel.

Angelina Machado Pimentel, a Gegé como é conhecida na ilha, conta que seu primeiro “ganha pão” em Morro de São Paulo foi também uma barraca de praia situada na Primeira Praia. Foi a segunda moradora a ter barraca na praia. Na época ela levava os mantimentos que iriam ser consumidos na barraca, em sua casa, onde possuía uma geladeira. O que podia ser considerado um privilégio, pois a maioria dos nativos não tinham este luxo. Além de ficar na barraca, Gegé também percorria a praia vendendo carangueiro e carregava na cabeça o crustáceo. Tempos difíceis, mas que eram considerados maravilhosos apesar das dificuldades, segundo a maioria das pessoas que viveram e ainda residem em Morro de São Paulo. “Antigamente nós vivíamos mais, hoje nós vivemos em função do dinheiro, pois existem mais possibilidades de ganhar e antigamente não”, ressalta Gegé

Como Seu Manuel e Gegé, os demais proprietários das barracas da Primeira Praia também viram todos estes anos Morro de São Paulo passar por várias transformações e crescer assustadoramente, mas apesar de tantas mudanças continuam mantendo seus estabecimentos e conquistando os turistas que frequentam a praia. Prova disso, é Clarindo Miranda, o Cacá. Dono da Barraca do Tempo, ele faz questão de atender pessoalmente os clientes e aproveita para bater um animado papo. Toda esta disposição, segundo ele, é atribuída a excelente forma física, pois ele afirma que nada três vezes por semana até a Ilha de Itaparica. Cacá abriu sua barraca no ano de 1984 e já atraiu ilustres visitantes como os cantores Belmar do grupo Chiclete com Banana, Xandi do Harmonia do Samba e o jogador de futebol Petkovic.

Ele lembra que na década de 80, quando o turismo se intensificou em Morro de São Paulo, a praia era freqüentada por muitos turistas estrangeiros. Dos freqüentadores brasileiros, a maioria era proveniente de Salvador e pertencia a classe média alta. Dos tempos antigos até hoje a praia sempre foi mais visitada por grupos familiares e ainda pode se dizer, em comparação as outras praias, que conserva a mesma tranquilidade de anos atrás.

É nesta praia que ficam localizadas duas referências culturais da ilha: a Casa da Sogra e a casa que abrigava o antigo “ Clube da Sororoca”, ambas situadas na Rua da Prainha (rua atrás da praia). A casa da sogra, cuja data de construção é 1800, trata-se de uma antiga moradia que pertencia a um veranista de Salvador, o Tentente Dário. De acordo com alguns antigos moradores de Morro de São Paulo que o conheceram, seu estilo de vida inspirou um dos personagens da obra de Jorge Amado, “Tieta do Agreste”, inclusive o escritor baiano foi um dos ilustres visitantes que deixou sua assinatura nas paredes da residência.

Tenente Dário faleceu em 1993 e a casa foi mantida do jeito que ele deixou até o ano de 2004, com as paredes pintadas com histórias e poemas de amor pela ilha de Tinharé. De acordo com Lena Wagner, o Tenente Dário foi seu grande incentivador. Na década de 80, em plena ditadura militar no Brasil, ela lembra a luta dele em demonstrar às pessoas daqui o que estava acontecendo no País. Lena foi uma das ouvintes mais atentas e foi por ouvir suas histórias que ela se interessou pela cultura e política. 

O Clube da Sororoca, outra casa antiga, tratava-se de um espaço cultural aberto para a comunidade e criado por um grupo de 10 pessoas que eram veranistas. Lena recorda que ela mesma já usou o espaço como sala de reuniões. O compromisso era que a comunidade usufruísse, mas com os anos e a falta de preservação a casa foi fechada e até hoje não foi revitalizada. O que é uma pena, pois seria sem dúvida, na opinião de Lena e nossa também, um espaço de resgate de toda a cultura e história de Morro de São Paulo, que com certeza merece ser revivido e contado à nova geração.

Características da Primeira Praia

A pesar de ser a menor em extensão das praias, a Primeira Praia apresenta adjetivos que a tornam a mais charmosa da ilha. As poucas barracas espalhadas pela faixa de areia e o visual do Farol que fica no alto do morro no canto da praia, dão um toque especial á esta praia. Uma das características que só podemos atribuir a Primeira e que você não verá em nenhuma das outras praias é a de que por possuir um ancoradouro natural, a Primeira recebe mercadorias dos supermercados e de lojas de materiais de construção. Pode acontecer alguns descuidos neste sentido e os materiais retirados dos barcos caírem, quebrando e ficando assim, entulhos no mar. Com a maré baixa estes entulhos voltam a areia. Porém, isto não representa riscos aos banhistas e tão pouco apaga a beleza desta praia. É na Primeira Praia que ficam as lanchas e iates dos turistas que vêm para Morro em suas próprias embarcações.

Pois além de ser um ancoradouro natural, o Morro onde fica o Farol protege as embarcações dos ventos fortes. Na maioria das vezes, estas pessoas são de Salvador e vêm passar o dia em Morro. Atenção: fique atento ao mergulhar ou nadar para longe da beirada porque essas lanchas chegam a qualquer instante. A água costuma ser mais clara durante o período de proximidade do verão, nos meses de outubro a março.

Normalmente nos meses de abril a setembro, a cor da água pode adquirir uma tonalidade mais escura, principalmente em maio e junho, devido serem meses que apresentam maior incidência de chuva. Devido a localização desta praia, por ficar atrás do Morro onde fica o Farol, o sol permanece aproximadamente até às 15h.  Porém, se você é daqueles que preferem curtir o sol bem cedo, não terá problemas.

É importante saber que quando a maré está alta fica um espaço curto de faixa de areia, sendo difícil se expor para tomar sol, tendo espaço seco apenas bem próximo das barracas de praia.

E quando a maré está muito baixa têm dos dois lados da praia recifes que formam piscinas naturais, onde se pode mergulhar de snorkel. Mas tenha cuidado ao andar pelas pedras, pois também aglomeram muitos ouriços, neste caso é bom ir de sandália para não machucar os pés. Você também observará pescadores pegando polvo, neste caso quando a maré está  baixa.

Não existem muitas barracas nesta praia, ao todo são quatro, sendo que três pertencem e ainda são administradas por nativos da ilha. Você encontrará deliciosos petiscos de frutos do mar e outros pratos típicos. Se necessitar de cadeiras mais confortáveis, há uma destas barracas que dispõe. A vida noturna da Primeira Praia se restringia em uma barraca localizada próxima a ponta da praia em direção a Segunda, que promovia festas sempre nas noites dos domingos. Tratava-se de um local mais alternativo e reservado, onde a galera local e os turistas disputavam o pequeno espaço para curtir a balada. Em agosto de 2007 um incêndio destruiu a barraca.

Os freqüentadores da Primeira Praia em sua maioria, são famílias que desfrutam a tranqüilidade desta, aproveitando cada minuto. Se você pensa que por ser uma praia onde se vê mais grupos de famílias, não há aventuras, enganou-se. É na Primeira Praia onde a adrenalina predomina com a Tiroleza, a Banana Boat, o esqui aquático e wakeboard.

Ainda é nela que fica o point dos surfistas: a Pedra do Moleque. Pode-se dizer que se trata de uma praia com ondas moderadas na maré alta, porém, não representa perigo aos banhistas. Lógico, você terá que ficar atento, pois os salva vidas ficam apenas na alta temporada. Saiba mais sobre todos os esportes que são praticados na Primeira Praia, nos links abaixo.

Surf na Primeira Praia

Para os adeptos do surfe, é importante saber que a Primeira Praia é mais adequada, principalmente no período do inverno. É um lugar onde as ondas podem ser consideradas perfeitas, podendo surfar com todas as modalidades inclusive com longboard e bodyboard. O pico tem boas ondas de direita, que podem atingir até dois metros. A melhor época para surfar é no inverno, nos meses de junho a setembro, quando o vento é leste e conforme os surfistas locais é o ideal para surfar.

Nos demais meses do ano, o vento não é tão favorável e as ondas não são constantes. O melhor horário é quando a maré está enchendo, cheia ou vazante. Quando a maré está baixa não é recomendável, pois o fundo do mar na Primeira Praia apresenta muitos corais e recifes o que pode ser perigoso e causar machucados.

Dos melhores picos que têm na ilha, dois ficam localizados nesta praia. São a Pedra do Moleque (outside), onde tem ondas que quebram de direita e o Quebrancinha (inside), ao lado do morro onde se localiza o farol e geralmente onde ficam os surfistas mais jovens.

É também na Primeira Praia que fica a escolinha de surf, onde a galera local e também turistas aprendem a surfar. A Morro de São Paulo Surf School, como é denominada, existe desde novembro de 2006 e foi criada, claro, por um surfista.

Iuri Martins, que desde os 12 anos pratica o esporte e nesta época visitava Morro como turista e já tinha a idéia de abrir a escola. O objetivo é incentivar a prática do surf, principalmente entre as crianças e adolescentes que moram na ilha. Dos 12 alunos fixos que Iuri têm hoje, mais da metade está na faixa etária entre os 6 e 14 anos de idade. As aulas acontecem na Primeira Praia, duas vezes por semana, sendo uma hora por dia, geralmente são 30 minutos de teoria e 30 minutos de prática.

Dependendo da habilidade do aluno, já no primeiro dia é possível ficar de pé em cima da prancha. Para os nativos é cobrada uma mensalidade pelas aulas e a escola fornece todo o mateial necessário como a prancha, parafina e roupa adequada. Mas a Morro de São Paulo Surf School não atende somente a galera local.

Os turistas que tiverem interesse em conhecer o trabalho, alugar prancha ou ainda ter aula é só procurar na Primeira Praia ou na loja que fica na Praça Aureliano Lima, s/nº (ao lado do CIT). Os telefones de contato são: (75) 3652-1212 ou (75) 8836-4042. Há disponíveis pranchas de todos os tipos: longboard, funboard e pranchinhas. O valor do aluguel de uma prancha é R$ 20,00 por 1h30min ou a diária R$ 50,00. A aula para turista custa R$ 40,00 (uma hora). Para saber mais informações sobre o surf em Morro confira no link de esportes. Confira outros points de aluguel de prancha:

Loja LR 19

Aluga e vende pranchas. O aluguel de uma prancha semi-nova, fica em R$ 80,00 a diária. A LR 19 está em três diferentes lugares:

Vila: Rua Caminho da Praia, 59, -Rua da Prainha, nº 130 (ao lado da Pousada Farol do Morro.

Segunda Praia:

Galeria do Funny - Loja 01 Telefone:(75)3652-1345

Loja Mar Brasil e Loja Altas Ondas

Aluga e vende pranchas, tendo o valor de R$ 30,00 pelo aluguel de uma prancha a diária. O contato é: O  telefone é (75) 3652-1169

Mar Brasil: Rua Caminho da Praia,  nº 14

Altas Ondas: na Primeira Praia , na  rua da Biquinha, s/n

Mergulho na Primeira Praia

E nesta praia que você encontrará dois ótimos pontos de mergulho: os recifes do Forte e os recifes da Pedra do Moleque. É também nesta que fica uma das operadoras de mergulho existentes em Morro, a Companhia do Mergulho.  A Primeira Praia atende aos mergulhadores livres e autônomos. É o ponto de encontro para as saídas de mergulho embarcado e de praia.

Os recifes da Pedra do Moleque são ótimos para quem deseja experimentar o mergulho autônomo, ou seja, mergulho com cilindro. A área é bem abrigada e a entrada pode ser feita pela praia. Com uma profundidade máxima de 8 metros, esse ponto é bem seguro e vale muito a pena

O fundo de areia dos primeiros metros sede lugar a um jardim de gorgônias onde se pode encontrar linguados, siris-aranha, miriquitis, peixe-morcego e vários cardumes. Os passeios para esses recifes são diários e é só reservar com um dia de antecedência na operadora de mergulho.

Do lado oposto ao recife da Pedra do Moleque, começam os recifes do Forte. Apesar de próximo a costa, as saídas para esse ponto são feitas de barco. Com profundidades entre 3 a 12 metros é um local ótimo para drifts, que são os mergulhos em correntes.

A fauna e flora são bem coloridas e diversificadas com várias espécies de corais e muitos tipos de peixes tropicais como salemas, parus, ciliares e bodiões, entre outros. Nesse ponto é quase sempre possível fazer um mergulho com os cardumes de sardinhas. Segundo Sandra Faria, instrutora de mergulho e também uma das sócias da Companhia do Mergulho, o drift nos recifes do Forte está entre os melhores mergulhos de Morro. Para saber mais informações e conhecer os outros points de mergulho em Morro de São Paulo, leia o link Mergulho/ Esportes.

Tiroleza da Primeira Praia

A Tirolesa que fica no alto do Farol e cai diretamente nas águas da Primeira Praia é uma excelente pedida para os que curtem uma adrenalina.  São 340 metros de cabo a 70 metros do chão e é considerada a maior tirolesa do Brasil de aventura dentro d’água.  Além da adrenalina, a vista panorâmica da descida é inarrável. Você verá a paisagem da Primeira até a Quarta Praia, com toda a extensão de areia e para completar o mar, com águas transparentes.

Em relação a segurança não há com o que se preocupar, pois os equipamentos utilizados são de última geração e possui duas cordas, uma de descida amarrada na maior pedra da Primeira Praia e outra de segurança. Na hora da caída na água há uma pessoa esperando para fazer o receptivo. Aliás, todos que trabalham na Tirolesa são profissionais qualificados e treinados para este tipo de esporte.

De acordo com um dos proprietários, José Ribeiro, a manutenção é constante. A única restrição para pular é para menores de 16 anos, sendo somente permitido o acesso acompanhado dos pais e para quem pesa menos de 45 kg, pois a pessoa corre o risco de não deslizar na corda, ficando suspensa na hora da descida.  Desde sua criação, em 2000, até hoje nunca foi registrado nenhum tipo de acidente. 

Para conhecer a Tirolesa do Morro, os interessados deverão subir até o Farol (pegando a trilha em frente à Igreja, na Vila). Caso o usuário tenha pertences, estes também descerão para a Primeira Praia através da tiroleza paralela, que fica localizada na ponta da Praia.

Neste caso, um dos profissionais pegará e entregará para você no final da aventura! A tirolesa funciona o ano todo, sempre das 9h às 17h sendo que na alta estação permance até às 18h. O valor é R$ 25,00 e o telefone de contato é 55 759198-2235 e o E-mail: contato@tiroleza.com.br site:www.tiroleza.com.br

Banana Boat e esqui aquático na Primeira Praia

Outra aventura para quem curte emoção é a banana boat.  O passeio, que existe já há sete anos na ilha, é voltado ao público em geral, sendo que a idade permitida para crianças é a partir de 5 anos de idade. Em relação à segurança é obrigatório o uso de coletes salva vidas. A banana boat tem capacidade para até 8 pessoas e funciona o ano todo, das 9h às 17h , um passeio pode durar de 15 a 20 minutos e  custa R$ 20,00 por pessoa. Não importa se a maré está baixa ou alta, é sempre possível sair de banana boat. O ponto de saída do passeio é da Primeira Praia, passando pela Ilha do Caitá, chegando à Terceira Praia e retornando.

Durante o passeio acontecem aproximadamente de 3 a 5 viradas, dependendo dos usuários. Tem algumas pessoas que quanto mais caem, mais curtem o passeio.

É uma excelente opção de lazer nas águas da Primeira Praia e vale a pena conferir!  Para informações ou agendar passeio, o ponto é na Primeira Praia e o contato é  pelo fone (75) 8819-7483.

Se você preferir poderá também, no mesmo lugar onde fica a Banana Boat alugar esqui e wakeboard, onde a pessoa que está sobre uma prancha é puxada pela lancha em alta velocidade, possibilitando manobras. Geralmente as saídas são em direção as Praias do Forte e da Gamboa onde as águas são mais tranquilas e possuem uma boa profundidade. No local há instrutores e o valor fica em R$ 250,00 por hora.

Hotéis & pousadas da Primeira Praia

A Primeira Praia é bastante privilegiada em termos de pousadas. Existem hospedagens de todos os tipos, gostos e preços. O número de pousadas não ultrapassa 10 empreendimentos, porém, as opões são diversificadas. As pousadas tem acesso tanto pela praia como também pela  rua paralela a esta chamada de Rua da Prainha, que é a rua que faz a ligação da Segunda Praia com a Vila. A maioria é simples, porém, com conforto. Algumas têm estruturas um pouco maiores, tendo inclusive piscina e áreas de lazer.

As pousadas que ficam situadas do lado esquerdo da rua e têm saída para a beira da praia, também possuem serviço de praia com cadeiras e guarda-sóis. O preço da diária dependerá da escolha, pois caso opte por uma que ofereça uma infra-estrutura maior, você pagará um pouco mais. Se não estiver disposto a gastar muito, tem algumas mais acessíveis.

Hospedar-se na Primeira Praia siginifica ficar perto de tudo. Você ficará próximo da Vila e das demais praias, já que da Primeira até a Quarta Praia o tempo do percurso caminhando é em média 20 minutos. Próximo às pousadas que ficam na Rua da Prainha se concentra um comércio diversificado com lojas, farmácia, ciber café, agências e restaurantes. Você não terá dificuldades em achar o que precisa e ainda poderá usufruir de muita tranqüilidade ficando próximo de todas as facilidades da ilha.  Para conhecer um pouco mais sobre as características de cada pousada e os valores, leia o link Hotéis e Pousadas em Morro de São Paulo.

Alimentação na Primeira Praia

Podemos dizer que as opções de alimentação da Primeira Praia são encontradas em dois locais: na beira da praia e na rua da Prainha. Tanto na beira da praia como na rua, as opções gastronômicas não são muitas, mas suficientes para atender a procura e satisfazer os turistas que frequentam esta praia.  Existem quatro barracas espalhadas pela beira da praia e a maioria, três destas,  pertencem a nativos da ilha e foram as primeiras barracas de praia de Morro de São Paulo.

A “barraca do Tempo”, é conhecida até em Salvador. O proprietário, Clarindo Miranda, conhecido como Cacá, atende os turistas e convence pelo seu jeito cativante. Puxar uma conversa é com ele mesmo, adora contar as histórias da ilha e como todo baiano que se preza de um jeito extrovertido. Quando perguntado pela sua idade, ele diz ter “104” anos.  Mas na verdade, esta idade é fundamentada em sua experiência, aliás o que ele tem de sobra.

A barraca de Cacá tem ainda um diferencial: as famosas cachacinhas. Os nomes já dizem tudo: Eva doce, Xixi do Jamanta, Xixi da Tieta e outras. Cada uma com uma mistura diferente com ingredientes como mel e gengibre que agradam todos os paladares.

Como na barraca de Cacá, nas demais, Manus e Tinharé, você encontrará petiscos de fruto do mar, guaiamuns, carangueijos, iscas de peixes, caldos de sururu e camarão e outros pratos. Vale provar a porção de pititinga, da Barraca Manus.

Servida com farofa e vinagrete, a porção é deliciosa e perfeita para comer acompanhada de uma bebida gelada. A maioria das barracas funciona de manhã até o entardecer, geralmente até às 19h. No inverno nem todas permanecem abertas.

Na Rua da Prainha (paralela a praia), também existem algumas opções de restaurantes. É neste ponto, junto a Pousada Farol do Morro,  que fica um dos restaurantes da ilha que serve comida japonesa.

Esta mesma pousada também dispõe de um restaurante com cardápio diversificado. Ainda nesta rua há um restaurante que serve comida caseira, inclusive, com pratos feitos. Conheça mais sobre as delícias da gastronomia que são oferecidas na Primeira Praia e Rua da Prainha no link Bares e Restaurantes de Morro de São Paulo.

Pontos fracos & pontos fortes da Primeira Praia

Pontos Fortes

Próxima da parte central da ilha

Boa para banho devido a profundidade

Apresenta boas condições p/ surfar

Apesar de sua localização, é uma praia calma se comparada a sua vizinha, a Segunda.

Pontos Fracos

O sol se põe cedo

Quando a maré está alta tem pequena faixa de areia

Cuidado com as pedras, que em maré baixa aparecem na areia

Dicas para curtir a Primeira Praia

De manhã bem cedo com maré baixa é perfeita para pegar um sol, descansando nas cadeiras que as barracas disponibilizam. O melhor horário para curtir esta praia é entre 9h e 15h, período que o sol permanece.

Provar os petiscos a base de frutos do mar, vendidos nas barracas.

Curtir uma adrenalina, saltando da Tiroleza que fica próxima ao Farol e cai direto nas águas da Praia.

Se você não tiver coragem suficiente para pular da Tiroleza, pode dar uma volta de esqui aquático ou de banana boat. Na beira da praia existe uma barraca que aluga estes tipos de serviços.

Para os que praticam surf, a Primeira Praia é o point deste esporte em Morro de São Paulo, mais especificamente na Pedra do Moleque onde se aclomeram os surfistas locais a espera das ondas que na maioria das vezes são pequenas. www.praiadoencanto.com.br.

Segunda Praia de Morro de São Paulo

A Segunda Praia situada após a Primeira, possui cerca de 379 metros de extensão, sendo medida até a área onde fica a Ilha da Saudade. Suas águas são ideais para o banho, independente dos períodos da maré.

Quando a maré está baixa, pode se enxergar os corais onde formam-se piscinas naturais. A profundidade da água, raza, proporciona aos turistas o conforto de ficarem sentados em cadeiras dentro d’água.

É nesta praia que se concentra o maior número de restaurantes e barracas e também turistas. A Segunda Praia também não fica para trás em relação aos esportes, na beira da praia são praticados frescobol, vôlei e futevôlei.

Às vezes, geralmente quando a praia encontra-se vazia, os moradore arriscam-se a disputar os famosos “babas”, nome dado as partidas de futebol.

No final de sua extensão, já quase chegando à Terceira Praia, fica a Ilha da Saudade. Um aglomerado de pedras, misturado ao meio da vegetação e coqueiros. Para chegar a esta ilha por volta da década de 70, conforme nos contam alguns moradores antigos, era preciso nadar  já que ficava afastada da beira da praia.

Os nativos falam também que certa vez, uma tempestade a transformou num pequeno banco de areia. É na Segunda Praia que acontecem algumas das festas mais badaladas da ilha, o que a fez ter a fama de praia da noite. No local funcionam bares com música eletrônica e ao vivo. As barracas espalhadas em torno dos bares são decoradas com frutas típicas e dão a praia um colorido e visual especiais.

Geralmente estas barracas ficam concentradas próximas aos locais onde estão acontecendo as festas, vendendo caipifrutas para todos os gostos e encantando os turistas. A praia tem uma diversidade de restaurantes e ainda uma galeria com lojas que comercializam roupas e souvenirs, agência, cyber-café, pizzaria e caixa eletrônico. Inclusive na baixa temporada, o fluxo de pessoas pode ser considerado bom, comparado ao número de turistas que circula pelas demais praias. É uma praia agitada e se você está querendo curtir e ficar próximo da galera, este é o point.

 

História da Segunda Praia

Conforme Romenil dos Anjos Luz, nativo 67 anos, seu pai Antonio Luz, que nasceu em 1889 e morreu aos 97 anos, era o proprietário de uma destas fazendas. Com o nome de “Fazendinha”, a grande área de terra, como todas as outras da ilha teve o mesmo destino: foi loteada e vendida.

Entre os primeiros compradores de uma parte desta fazenda estava o ex-prefeito de Valença, Gentil Paraíso Martins, que logo que adquiriu a terra, construiu uma casa na praia. Após ele, vieram outros e assim os lotes foram sendo vendidos e tendo novos donos. Ainda segundo contam os antigos nativos, uma parte da área, localizada atrás da praia, chegou a ser de propriedade de uma italiana. Muitos sabem mas não dizem o motivo pelo qual, esta estrangeira que fixou residência na ilha, perdeu suas terras e hoje no local há um grande empreendimento onde os lotes estão sendo comercializados.

Houve na Segunda Praia o período chamado das invasões, que segundo os moradores ocorreu no final dos anos 90. Originalmente havia um loteamento que iniciava na Segunda Praia e terminava na Terceira. Eram 25 lotes e inclusive, de acordo com o empresário Oliviero Bucci Casari, proprietário da Fazenda Caeira, por mais incrível que pareça a Ilha da Saudade também estava sendo vendida como lote, pois não havia nenhuma fiscalização por parte dos órgãos responsáveis pelo meio ambiente na época. Os lotes foram vendidos à várias pessoas de Salvado e outros estados como São Paulo. “Os compradores não eram moradores de Morro de São Paulo e objetivavam guardar as terras e deixar por um tempo como 10 até 15 anos e assim valorizar os lotes”, explica Oliviero. “Era como uma forma de especulação imobiliária” acrescenta. Esta área começou a se desenvolver na ocasião em que foram surgindo as primeiras barracas e  empreendimentos na praia. Como não havia quem fiscalizasse os lotes, outras pessoas foram se apossando das áreas e iniciando desta maneira as invasões.. Na opinião de Oliviero, houve uma falha do poder público. A área foi invadida por pessoas que moravam aqui e se apropriaram. No local as construções foram feitas de forma desordenada, sem planejamento e atualmente abriga centenas de pessoas que residem e têm ali seu comércio como diversas pousadas, restaurantes e mercadinhos.

O fluxo de turistas na Segunda Praia surgiu no final da década de 80. Nestes tempos a Ilha da Saudade, era bem distante da beira da praia. Nesta época sim, podia ser considerada uma ilha, pois para chegar até ela era preciso nadar e muitos nativos contam que pescavam muito no local. Também neste período o movimento de pessoas, os chamados veranistas que vinham de cidades próximas de Morro de São Paulo, era somente na Primeira Praia. Após esta época, foi a vez da invasão dos hippies. Conforme relatos, o local preferido para acampar dos hippies era a Segunda Praia. Neste período também surgiram as primeiras barracas de praia como as de proriedade de Manuel Paulo Santos, nativo, que ficava situada no final da praia, onde é Ponta da Ilha e a de uma pessoa chamada Ademário, outro morador antigo. Esta última ficava localizada logo no início da praia. Mais tarde foram surgindo mais barracas, como a de Mosaniel Fonseca de Jesus, 39 anos, conhecido como Rasta. Desde 1985 em Morro de São Paulo, vindo de Valença, ele descobriu o lugar através de amigos e um dia resolveu tentar a vida na ilha. No início vendia picolé durante o dia percorrendo a Primeira e a Segunda Praias e à noite trocava o picolé pela pipoca e montava sua carrocinha em frente a Igreja Nossa Senhora da Luz, na vila. A Segunda Praia, a mais badalada das praias de Morro de São Paulo, quem diria, era chamada antigamente de “Poço da Praia”. De acordo com os nativos antigos, o motivo desta denominação se deve pelo fato da praia ser semelhante a um poço e no local se guardavam algumas embarcações.

A parte logo após a a Ilha da Saudade, onde fica a divisa entre a Segunda e Terceira Praias também tinha um nome: “Porto do Major”, a causa ninguém sabe dizer. Nestes tempos em que era denominada de Poço da Praia, assim como a Terceira, Quarta e Quinta Praias, a Segunda não passava de uma grande fazenda onde se cultivava dendê, piaçava e coco.

Nestas fazendas havia apenas as casas dos proprietários e os armazéns que serviam para guardar as plantações.

Abriu a Barraca Escorregue no Reggae, em 1992 na Segunda Praia, em frente onde hoje está a Pousada Vila das Pedras. Rasta conta que comprou a barraca de dois pescadores que antes eram donos de outro ponto localizado em frente a Fazenda Caeira, na Terceira  Praia.

Os proprietários desta Fazenda queriam tirá-los do lugar então ofereceram em troca esta área na Segunda Praia e construíram uma barraca no local. Porém, os pescadores não se adaptaram e resolveram passar o ponto.

Foi então que Rasta entrou na história. Sua barraca “Escorregue no Reggae”, cujo nome hoje é o mesmo da pousada que abriu anos depois, foi um ponto de encontro dos descolados que frequentavam a ilha e o som claro, muito reggae, aliás, só rolava reggae, segundo Rasta. O bar, todo feito de madeira e piaçava, servia também de moradia. As festas aconteciam quase todas as noites e dividiam-se entre quatro locais: no Caitá, na Ponta da Ilha, na barraca Escorregue no Reggae e ainda a de Gramacho, chamada de “Oxum”. Sendo que as duas primeiras eram as mais conhecidas e badaladas. 

Fonte: Aèrea da Segunda Praia - Crédito Gramacho

A barraca permaneceu aberta durante 3 anos, de 1992 a 1995, quando Rasta teve uma proposta de vender o espaço. Neste tempo em que permaneceu aberta a “Escorregue no Reggae” marcou presença. “O pessoal quando eu estava fechado batia em minha porta pedindo festa e eu acordava podia ser a hora que fosse 2 ou 3 horas da madrugada”, recorda Rasta. Hoje ele tem como renda uma pousada que administra junto com a esposa Viviane Shantal, com quem está casado desde 1992 quando conheceu-a aqui em Morro de São Paulo.

Ele conta que na ocasião ela estava de férias com um casal de amigos e tinha viajado apenas por uma semana e como muitos turistas encantou-se com o paraíso e acabou ficando seis meses. Casaram-se e hoje tem dois filhos.

Na década de 90 surgiram mais pousadas e também outros bares na Segunda Praia. A praia cresceu e hoje é a mais movimentada e a que mais concentra pousadas e outros estabelecimentos comerciais. Em relação a vida noturna esta praia que sempre foi conhecida por ser a praia da noite em Morro, possuiu outros bares que fizeram história. A partir do ano de 2000 outro bar também deixou sua marca na ilha, o 87 Music Bar, conhecido pela famosas baladas. De lá para cá a Segunda Praia manteve sua fama de festas e hoje um pouco menos agitada, pois surgiram outras casas noturnas em outros pontos da ilha, ainda abriga baladas e os famosos luaus.

Fonte:- Foto Ilha da Saudade - Crédito Sr. Romenil

Caracteristicas da Segunda Praia

A Segunda Praia é a mais agitada de todas as praias de Morro de São Paulo. Nela todas as tribos se encontram e você poderá curti-la do amanhecer até o sol se pôr, hora em que começa a preparação para as festas. Quando surge a noite desponta o colorido das barracas de caipifrutas, espalhadas pela areia na frente dos bares e casas de festas. Esta praia é ideal para curtir até o anoitecer, já que o sol costuma ficar até este horário no final da extensão, próxima a Ilha da Saudade. Possui uma larga faixa de areia, mesmo em caso de maré alta o que a torna ideal para a prática de esportes como frescobol, futebol, volêi e futvolêi. Na praia há quadraa de volêi, situada no início da praia em frente de uma pousada e a de futvolêi, fica um pouco mais em frente desta. Pode-se ainda ver animadas rodas de capoeira.

É na Segunda Praia que fica a Ilha da Saudade, mais precisamente na divisa entre as Segunda e Terceira.

Esta ilha geralmente serve de cenário para muitos casais namorarem no final das festas. Geralmente a praia é frequentada na parte da manhã pelos turistas que ficam hospedados nas pousadas, inclusive algumas pousadas têm cadeiras localizadas em frente, onde os clientes podem desfrutar do conforto. Algumas barracas espalhadas pela praia também alugam cadeiras e guarda-sóis.

Pela tarde, a partir do meio dia, chegam à praia os “festeiros”, que normalmente ficam nas festas até altas horas e, portanto, acordam mais tarde.

A Segunda é freqüentada por um público mais jovem, que permanece até o anoitecer, distribuído em grupos e deitados sob suas cangas coloridas, aproveitando a descontração e magia do lugar para paquerar. Rola muita azaração. Há uma diversificada gastronomia entre as barracas que ficam situadas próximas a Ilha da Saudade, uma ao lado da outra, e nos restaurantes. O comércio também se faz presente numa pequena galeria, onde se concentram lojas, pizzaria, restaurante, caixa eletrônico e agência de turismo. A exemplo das demais praias, também não apresenta riscos no mar. Com maré alta as ondas são mais fortes um pouco do que nas outras praias. Há também salva vidas, mas estes estão mais presentes na alta temporada. Quando a maré está baixa, se enxerga recifes e pedras e neste caso é preciso tomar cuidado para não machucar os pés. Aconselha-se a usar sandálias, pois o fundo torna-se escorregadio e as pedras podem cortar os pés.

Mergulhando na Segunda Praia

Essa é a praia da badalação, frescobol, paquera... O mergulho não é muito o forte dali. Mas, mesmo assim, um snorkeling na maré baixa pode ser bastante agradável.

Por ser uma área abrigada pelos recifes da Pedra do Moleque, a Segunda Praia não oferece dificuldades para a prática do esporte.

Não há nenhuma operadora ou agência especializada em mergulho nesta praia. Geralmente, na alta estação existe um ponto próximo às barracas e a da Ilha da Saudade, para aluguel de máscaras, snorkel e nadadeiras ou então você pode se dirigir às companhias que ficam na Primeira e Terceira Praias.

Vôlei de Praia e Futvôlei na Segunda Praia:

Vôlei: Na areia da Segunda Praia é rotineiro ver partidas de vôlei e futevôlei. Existem quadras improvisadas para a prática destes esportes e todos os dias há pessoas jogando, sejam turistas ou moradores. Na época em que foi criada, a quadra ficava localizada em frente a Galeria do Funny. Atualmente está próxima a Pousada Vila das Pedras, logo no início da praia. Geralmente as partidas acontecem a partir das 15h. Neste horário jogam os mais “feras”, ou seja, os que tem mais experiência no esporte. A rede permanece dia e noite e a qualquer hora, você poderá jogar. Basta ter uma bola em mãos e formar seu time. Aliás, o espaço é bem democrático, a galera que frequenta não impõe condições.

O único requisito é ter pelo menos alguma prática, claro, a fim de facilitar o jogo. O grupo de moradores, uma média de 15 pessoas, possui suas bolas e faz do esporte um hábito. Além do visual maravilhoso a vantagem é que não há custo nenhum. Segundo Gina, empresária e moradora local, que joga volêi há 10 anos e todo dia está presente nas partidas, muitos profissionais já passaram pela quadra de volêi da Segunda Praia. Então se sua praia for o volêi, já sabe que será nas areias na Segunda que você deverá  aparecer. Se desejar saber mais informações sobre o esporete ou mesmo para não fazer feio, conheça um pouco mais sobre o vôlei de praia no link Esportes/Vôlei.

Futevôlei: Um pouco mais em frente da quadra de vôlei, aproximadamente uns 50 metros, fica a quadra do futevôlei. Idem ao vôlei, o futevôlei também tem sua quadra e seu grupo de jogadores que todos os dias se dedica a este esporte. Tanto que esporadicamente são promovidos campeonatos na ilha com a participação de atletas de fora, vindos da capital e de outras cidades próximas. O profissionalismo é levado a sério e há inclusive premiação em dinheiro para os vencedores, patrocinados por empresários locais e alguns moradores já estão disputando e divulgando o nome de Morro fora do País em competições internacionais.

Também com um grupo de aproximadamente 15 pessoas, todos são moradores locais, é nas areia da praia que disputam empolgadas partidas e levam tão a sério o jogo que não dispensam uma partida nem aos domingos, dia de descanso para muitos. Diariamente acontecem jogos.

O horário é das 16h às 18h, período em que areia está menos quente. Durante a noite também se encontra pessoas jogando. A rede não permanece fixa no local, somente é armada nos momentos em que há partidas e o grupo possui sua própria bola. Conforme um dos participantes, o empresário Ruben Montana o grupo não é fechado e está aberto a parcerias, sendo que se você estiver a fim de jogar é só aparecer na Segunda Praia e procurá-los. O local você já sabe. Caso você não seja fera no esporte e desejar ir se especializando para arrassar na quadra, além de praticar um pouco em sua cidade saiba mais sobre o assunto no link de Esportes/ Futevôlei.

Frescobol na Segunda Praia

O frescobol é outro esporte bastante praticado em Morro de São Paulo e o lugar onde é mais visto é na Segunda Praia, mais precisamente no point do coco (situado no meio da praia). Esta área, inclusive, foi reconhecida pela Prefeitura Municipal como espaço oficial para a prática do esporte na ilha. Falta apenas a colocação de uma placa que delimite o lugar. Na Quarta Praia também há um lugar propício para a prática do esporte, que fica localizado bem em frente ao bar “Barraca das Pisicinas “.

 Várias pessoas costumam jogar, tanto os turistas como os moradores, que aproveitam o esporte para se bronzear e queimar algumas calorias. Muitos moradores levam a sério a prática do esporte e o praticam diariamente. Um destes exemplos é o do empresário do segmento de moda e esportes, Leno Reis, que joga frescobol há 19 anos. Com seu grupo, que em média é formado por seis pessoas, todos os dias joga por duas horas, entre o horário das 12h e 16h.

Conforme Leno, é muito importante o uso do equipamento apropriado sendo que a raquete mais recomendada deve ser maciça pois não absorve a água do mar, adquirindo mais velocidade. Não são somente os adultos que costumam jogar frescobol, há crianças que também se divertem praticando o esporte. Se você estiver viajando com crianças, saiba que a Loja LR atende também o público infantil, alugando raquetes e ministrando aulas.

Para os adultos quem curtem frescobol e caso não tragam as raquetes, não há como que se preocupar pois há lojas que vendem ou alugam equipamentos. Confira a seguir os pontos de aluguel e venda:

Loja LR 19: Aluga e vende raquetes e promove aula de frescobol. A aula custa R$ 55,00 a hora com todo material incluso por pessoa. O kit para frescobol com raquetes e uma bola pode ser alugado por R$ 12,00 por hora ou R$ 22,00 a diária.

Você encontrará a LR 19 em três diferentes lugares:

Vila (Rua Caminho da Praia, 59

Rua da Prainha, nº 130 (ao lado da Pousada Farol do Morro)

Segunda Praia: Galeria do Funny - Loja 01/ Telefone:(75)3652-1345

Loja Mar Brasil: aluga e vende equipamento para frescobol, sendoque o aluguel sai por R$ 5,00 o dia. 

Os endereços  são:

 Rua Caminho da Praia,  nº 14 e - Loja Altas Ondas na Primeira Praia,

na  rua da Biquinha, s/n. O  telefone é (75) 3652-1169.

Hotéis e pousadas na Segunda Praia

Quem optar em se hospedar na Segunda Praia ficará perto de tudo, ou seja, da praia, do comércio e da agitação. Devido a localização as pousadas que ficam nesta praia têm grande procura, principalmente aquelas que ficam a beira mar. Também há pousadas com  estilos e padrões diferentes, cujos valores  variam de acordo com os serviços oferecidos. Entrando nas ruelas que ficam paralelas a praia, você encontrará pousadas simples com preços razoáveis.

Mas se sua preferência for por pousadas maiores que proporcionem todo o conforto, você achará estas logo ao pisar na areia da praia. Claro, nestas pousadas os valores são mais altos, mas compensa pois a estrutura vale pelo preço pago. Entre as regalias proporcionadas estão pisicinas em frente ao mar, bar que também presta serviço de praia e cadeiras na areia da praia.

Se estiver fugindo do agito, esta não é a sua praia, pois a Segunda tem badalação tanto de dia como pela noite.. Portanto, se você  gosta de praia que tenha movimento de pessoas, com badalação e gente bonita, pronto, sua opção em Morro de São Paulo será a Segunda Praia.

Alimentação na Segunda Praia

Na Segunda Praia é oferecido um variado cardápio, que pode agradar desde os que preferem uma comida mais natural até quem tem gosto refinado.

Nos restaurantes situados em algumas pousadas e também nos que se localizam ao longo da praia, são servidos pratos típicos baianos, grelhados de carne e frango, pizzas, massas e deliciosos pratos de frutos do mar. Tanto a qualidade como os preços podem variar incrivelmente de um resturante para outro. Algumas vezes você poderá encontrar o mesmo tipo de comida com preços diferentes. A maioria dos lugares servem refeições para uma ou duas pessoas, sendo que dependendo da ocasião e da pessoa, há pratos individuais que satisfazem duas pessoas.

Se preferir comer algo mais leve ou somente lanchar, há também algumas casas que servem saladas, sanduíches e crepes.Nas barracas ao lado da Ilha da Saudade, você encontrará sanduíches, x-burgues, açaí, salada de fruta, sorvete e pastéis. Aliás tem uma barraca que vende pastéis de diversos sabores salgados e doces que valem por uma refeição completa devido o tamanho do pastel e o valor compensa. Vale a pena experimentar, ainda mais naquela hora que você estiver saindo da balada na madrugada e bater aquela fome. A maior parte das barracas permance aberta até o amanhecer, horário em que as festas acabam.

Os restaurantes na alta temporada abrem ao meio-dia e a noite, mas na baixa estação, alguns deles somente durante a noite. Além dos pontos fixos, restaurantes e barracas, há ainda os vendedores ambulantes e alguns pontos que oferecem tiragostos como espetinhos de churrasco, crepe e cachorro-quente. Opções não faltarão e você poderá escolher o que mais lhe agrada tanto pela preferência gastronômica como também pelo o que estiver disposto a gastar. Para saber mais informações de opções gastronômicas na ilha, veja o link Bares e Restaurantes em Morro de São Paulo.

Vida noturna na Segunda Praia

Quando se fala em festa na ilha, o primeiro lugar que se pensa é na Segunda Praia. Quando o sol se põe e aparece a lua é sinal de que o agito vai logo começar.

Os vendedores ambulantes armam suas barracas de caipifrutas e os restaurantes abrem as mesas. Tudo tem que estar pronto para a chegada dos turistas.

Geralmente a noite em Morro de São Paulo inicia tarde, após a meia-noite. Mais cedo, até este horário, a Vila é o point. Mas depois um dos principais caminhos é a Segunda Praia.

As festas agradam todos os gostos e preferências musicais como axé, samba, forró, reggae e música popular brasileira. Além das casas noturnas e bares, ainda tem festas que acontecem esporadicamente, como a festa do Funny  e os luaus, sendo que este último é realizado no verão duas vezes por semana e no resto do ano geralmente acontece uma vez por semana. O pessoal se reúne na frente das barracas de caipifrutas e o som rola solto e a areia da praia vira pista de dança. O resultado não pode ser diferente: amanhece o dia e tem gente ainda na praia, curtindo a animação.

No reveillon o palco da festa de fim de ano é na Segunda Praia, onde acontece a maior festa da ilha ao ar livre com show de fogos de artíficios e apresentação de bandas. Inverno e verão há o que fazer na Segunda Praia, claro que na baixa temporada, o ritmo das festas diminui um pouco, porém, nunca deixa de ter alguam balada para você curtir. Confira outras opções de festas no link Diversão Noturna em Morro de São Paulo.

Ilha da Saudade

Na realidade a Ilha da Saudade recebe a denominação de ilha por ter sido há muitos anos uma ilha. Há aproximadamente 20 anos atrás para se chegar até ela era necessário caminhar com água pela cintura.

Hoje em dia, a Ilha da Saudade fica dentro da Segunda Praia, mais precisamente no final da faixa de areia que liga a Segunda a Terceira Praia.

Com uma vegetação típica não é tão freqüentada. O público que a visita, costuma circular em horários mais alternativos como durante a noite e no final das festas.

Talvez pela sua localização, por ficar próxima dos locais onde acontecem as festas e também por tornar os visitantes incógnitos dentro da ilha, há quem goste de usá-la como cenário romântico. Durante o dia pode-se ver também pessoas se exercitando, existe no local alguns equipamentos fixos de ginástica.

Parte atrás da Segunda Praia

Na parte atrás das pousadas e restaurantes, paralela a praia, existe uma rua pouco conhecida pelos turistas, porém, muito freqüentado pelos moradores.

Neste local existem diversas casas e algumas pousadas. A maioria das casas pertencem a nativos e as pousadas pela localização são mais baratas do que as que ficam em frente à praia.

Você encontrará algumas bem legais caracterizadas pelo conforto e simplicidade. Seguindo por este beco você sairá na Segunda Praia, pela rua paralela onde fica o Receptivo (local onde partem os carros das pousadas localizadas nas Quarta e Quinta Praias).

Se quiser diminuir a caminhada até a Vila, poderá fazer através desta rua. A distância ficará bem mais curta: aproximadamente 1.180 metros, seguindo pela beira da praia quando acaba a rua (no Receptivo).

Pontos fracos & pontos fortes da Segunda Praia

Pontos Fortes

Fica lotada na alta temporada

Oferece opções diversificadas de gastronomia e serviços

Boa para quem deseja paquerar

Tanto durante o dia como a noite tem agito

Pontos Fracos

Às vezes pode estar muito cheia, isso para aqueles que buscam mais privacidade pode não ser bom.

Há muitos vendedores ambulantes, que às vezes, se tornam inconvenientes

Não é considerada a melhor praia para o banho devido ter ondas fortes com maré alta e na seca, ser muito raza

Dicas para curtir a Segunda Praia

Na Segunda Praia você poderá curtir o dia todo, já que o sol permanece até o final da tarde junto às barracas.

Sua larga faixa de areia é perfeita para se exercitar com esportes como o vôlei, futvôlei, futebol e frescobol.

De todas as praias é a mais freqüentada em qualquer época do ano

Você terá muitas opções para saciar sua fome. Desde lanches rápidos até pratos mais refinados. Recomendamos o pastel da barraca Pastel Nativo, que além de ter um preço bom, tem recheios deliciosos e vale por uma refeição.

Há vendedores ambulantes que além de comercializar itens de alimentação, vendem também outros artigos como tatuagens de henna óculos de sol e cangas. www.praiadoencanto.com.br.

 

Terceira Praia de Morro de São Paulo

Maior que a Primeira e a Segunda, a Terceira Praia que tem uma extensão territorial de 800 metros é considerada uma praia tranquila.

É nesta praia que fica a Ilha do Caitá, uma ilhota cercada de corais e com um único coqueiro. A calma e a transparência das águas são um convite para a prática do caiaque (há um ponto de aluguel no local) e também para o mergulho.

Aliás, é próximo a Ilha do Caitá que fica um dos melhores pontos de merguho de Morro de São Paulo, onde se vê várias espécies de peixes.

Sua faixa de areia é bem estreita e quando a maré está alta é difícil conseguir caminhar sem molhar os pés. Mesmo com o pouco espaço há pessoas que arriscam partidas de frescobol na beira da praia. A Terceira Praia conta com uma boa infra-estrutura que inclui pousadas, restaurantes, lojas e mercados. As pousadas são para todos os gostos e “bolsos”.

Há as mais requintadas, que oferecem mais conforto e cobram bem por isto como também as mais simples, que cobram preços acessíveis e obviamente, não possuem a mesma infra-estrutura. É na Terceira Praia que fica uma das pistas de vôo, utilizada pela empresa Addey e situada ao lado da área de uma pousada.

A área ao lado da pista, durante alguns dias da semana, serve também como quadra de futebol para os moradores da ilha. Nesta mesma pousada, que é chamada de Fazenda, foi que a história desta praia começou e trata-se da mais antiga plantação de coco da Ilha de Tinharé e mantém até hoje esta tradição cultivando em suas terras plantações de coco.

A Terceira Praia não é uma praia muito badalada, mas por ficar situada ao lado da Segunda, você não encontrará dificuldades caso deseje curtir um agito.

História da Terceira Praia

Assim como a Segunda, a Terceira Praia também se originou das fazendas antigas que cultivavam plantações de coco, piaçava e dendê. O seu primeiro nome era Caeira, denominação derivada do Cal e explicada pelo fato de que era nesta praia que antigamente, há aproximadamente 50 anos atrás, os nativos faziam o cal para construir as casas do povoado, pois na época não existia cimento.

Antigos moradores como o senhor Valencio Inato Manuel do Nascimento, chamado de Seu Dandão, 85 anos, explica que o cal era feito com as pedras que vinham do fundo do mar e a maré trazia para a beira da praia.

Os trabalhadores carregavam estas pedras para a fazenda e as mulheres enchiam os cestos. As pedras eram queimadas no fogo de lenha e depois os homens a molhavam com água e as quebravam com pedaços de pau até a pedra ficar moída.

Guardava-se estas pedras, já em forma de cal, nas casas de palha de coqueiro e no outro dia carregava os barcos para levar à Valença. Seu Dandão conta que as pessoas viajavam sobre a carga de cal que era coberta com palha de coco.

Esta fazenda em que era feita o cal se chamava Fazenda Caeira e guarda até hoje este nome, onde atualmente existe uma pousada e é considerada a mais antiga plantação de coco de Tinharé.

Nestes tempos a Terceira Praia tinha mais uma fazenda localizada logo no início, chamada de Rio do Pinto.

Depois estas terras foram vendidas e divididas. Hoje ficam exatamente onde são as pousadas Village Paraíso e Guaiamun. Sobre as áreas da Fazenda Caeira os antigos nativos divergem em relação a quem foram os primeiros proprietários.

Alguns dizem que as terras pertenciam a um senhor chamado de Capitão Lobo, de Salvador e outros afirmam que a posse era de outro morador chamado Weceslau. O que todos sabem e lembram foi a época que estas terras foram compradas pelo italiano Lorenzo que fez da Fazenda Caeira esta enorme propriedade de hoje.

Até 1987, a Terceira e a Quarta Praias eram completamente desertas. Nestes tempos, conforme os antigos habitantes de Morro de São Paulo, a praia era ainda mais bonita e existia muita vegetação na beira do mar. A faixa de areia era bem maior e o mar mais recuado. Alguns ainda lembram que a natureza era bem mais presente, com muitas árvores que foram aos poucos sendo extraídas. Havia o restaurante “Túnel do Maracujá”, que pertencia a um pescador chamado Elias, que até hoje reside em Morro de São Paulo. O local era uma grande área verde, localizada logo no início da praia e onde para entrar se passava por um túnel feito com vegetação local. Rasta, morador e empresário da ilha, frequentava o lugar e lembra que o ambiente era muito bom e atraía muitos moradores na época.

A partir daí, foram surgindo os empreendimentos, as pousadas e consequentemente a praia teve sua paisagem alterada, principalmente no que diz respeito a área que fica atrás da praia, onde como na Segunda Praia,  também teve uma invasão. Originalmente havia um loteamento que iniciava na Segunda Praia e terminava na Terceira. Os proprietários dos lotes, a maioria morava em Salvador e arredores, deixavam as áreas abandonadas o que facilitou a ocupação. Oliviero Bucci Casari, atual proprietário da Fazenda Caeira, diz que na época o pai foi procurado para comprar terras nesta parte mas não teve interesse. Ele acha que há uma diferença substancial na conservação das praias. “A partir de uma parte da Terceira para frente até o Zimbo são praticamente três donos e estas partes tiveram mais preservação”, aponta. Há muitos que concordam com sua opinião, como Rasta. “Depois da invasão a praia mudou muito. Não tem mais a beleza de 20 anos atrás”, salienta.

 Fonte: Terceira Praia - Crédito: Oliveiro - Fazenda Caeira

Entre os primeiros empreendedores da Terceira Praia está Adna Cerqueira da Silva, 55 anos que mora há 23 em Morro de São Paulo. Natural de Itabuna, ela esteve em Morro pela primeira vez de férias e até hoje permanece. Veio para a Terceira Praia em 1988, quando construiu uma casa de taipa para morar e um restaurante. Durante o dia trabalhava na praia e a noite, por não ter movimento, alugou outro ponto próximo a vila., na rua da Prainha.

Ela recorda que às vezes as pessoas ficavam em sua barraca na beira da praia ao som de um violão e a luz de velas até de madrugada. Junto com os três filhos que até hoje a ajudam, teve a primeira barraca da Terceira Praia e aos poucos foi crescendo e transformando o empreendimento em pousada. “De 10 anos para cá explodiu esta praia”, diz. Lembra até, que com outros amigos tentou criar uma associação das Segunda e Terceira Praias, a fim de cuidar e planejar as construções, mas não obteviram êxito.“Na Bahia não tem outro lugar tão bonito quanto Morro São Paulo, onde temos turismo o ano inteiro”, finaliza.

A história do surgimento da Terceira Praia está ligada diretamente a esta fazenda e tudo começou quando o italiano Lorenzo chegou ao Brasil, mais precisamente em São Paulo nos anos 50. Anos mais tarde foi convidado a fazer um estudo para uma grande empresa de Turismo (Club Med), isto nos meados dos anos 70. Lorenzo viajou entre o Rio de Janeiro e Salvador. Conhecendo a capital baiana fez amizade com um antigo frequentador de Morro de São Paulo, que também tinha uma casa na Primeira Praia, o senhor Milton Oliveira. O destino não poderia ser outro: Lorenzo acabou vindo para Morro, em 1975. Ele se encantou com o local e na época a Fazenda Caeira estava a venda e pertencia ao ex-prefeito de Valença, João Leonardo da Silva.

Junto com um amigo chamado Lucca, compraram a Fazenda, por volta de abril de 1976. A Caeira era um grande coqueiral antigo e a única casa que havia era um depósito onde se descascava o coco. Lorenzo começou a construir  a sede da fazenda e as instalações dos trabalhadores.

A última obra feita por ele foi a pista de vôo em 1980, na grama. Somente anos mais tarde, em 2004 a pista foi asfaltada. Oliviero aponta as iniciativas do pai, entre estas a aquisição do primeiro trator da ilha e o telefone via rádio que foi implantado na fazenda e cuja central era em Valença. “Foi a época dos pioneiros”, define ele.Lorenzo faleceu em 1989, quando Oliviero ainda estudava em Roma, na Itália. Somente em 1992 foi inaugurada a Fazenda Caeira como pousada e em 1993 Oliviero veio para o Brasil tomar conta dos negócios da família. Até hoje a fazenda cultiva coco e é a única fazenda produtiva ainda na ilha. A Caeira mantém a produção de coco seco e mais uma plantação de coco verde numa área da Quinta Praia, na Fazenda Seres.

De acordo com Oliviero, são os fornecedores de cocos de toda ilha e abastecem os quiosques das praias. Perguntado sobre o que acha do turismo de agora em Morro de São Paulo, ele diz que “antigamente no início dos anos 90 o turista era bem diferente, pois as pessoas não se importunavam com o acesso, o transporte eles sabiam que o lugar tinha problemas crônicos de infra-estrutura, mas gostavam porque a natureza compensava todos estes esforços”. Ainda ressalta que gostava mais do tipo de turismo que existia antes. “Havia mais relacionamento humano”, afirma. Ele relembra que criou a maior parte de suas amizades naqueles tempos.

Caracteristicas daTerceira Praia

A Terceira Praia se diferencia da Primeira e da Segunda, por não ser tão agitada como estas, podendo ser considerada uma praia calma, sem muito agito. Possui uma boa estrutura: existem vários restaurantes e pousadas, tanto para os que procuram preços mais acessíveis como também para quem deseja ter conforto e requinte.

A areia tem uma tonalidade mais escura e mais grossa, tendo ainda uma faixa estreita. Quando a maré está alta esconde totalmente a areia e com maré baixa fica um espaço, onde os turistas aproveitam para caminhar na beira da praia. O sol geralmente sai cedo desta praia, em média às 17h.

O mar costuma ser calmo sem ondas e com maré seca aparecem muitos recifes e corais. É desta praia que partem os barcos e lanchas que saem para os passeios em volta à ilha. Geralmente ficam ancorados ao lado da pista de vôo. Devido não ter uma grande faixa de areia, como a Segunda Praia, na Terceira não é visto muito a prática de esportes como futebol ou frescobol.

Ás vezes pode-se ver algumas pessoas jogando, em ocasiões que a maré permite. A pista de vôo, localizada ao lado da Fazenda Caeira serve também como campo de futebol.

Muitos nativos utilizam este espaço para jogar os “babas” e também o Rugby esporte de origem inglesa muito conhecido em alguns continentes como a Europa, Oceania e África, assim também como na Argentina. Alguns ex -jogadores argentinos têm trazido com bastante sucesso este esporte a Morro de São Paulo, formando um time com um nome bem particular, “Os Urubus”.

Os esportes mais praticados na Terceira Praia são o caiaque e o mergulho. Existe um ponto de aluguel de caiaque. Aliás, a Terceira possui um dos melhores pontos para mergulho: a ilha do Caitá, situada há 600 metros da areia. Os restaurantes distribuídos em sua maioria no início da praia, oferecem cadeiras e sombreiros para os turistas. O cardápio é diversificado, mas o que mais se vê são pratos de frutos do mar. Há também uma pizzaria, localizado junto a uma pousada. A vida noturna não é muito movimentada. Esporadicamente são realizadas festas numa pousada, mas não são eventos fixos e são promovidos por empresários locais.

Mergulhando na Terceira Praia

Na Terceira Praia, junto à Ilha do Caitá, está o segundo melhor lugar para saídas de praia em Morro. Você poderá optar entre usar cilindro ou apenas máscara, snorkel e nadadeiras.

A melhor época também é no verão e a melhor maré, a baixa. Na área abrigada entre a praia e a Ilha, o snorkel é bem praticado.

Na parte de fora, cuja a profundidade é de 14 metros e o paredão formado pelo relevo da Ilha, oferece um bom ponto para o mergulho autônomo.  Os recifes de corais nessa área já não estão tão preservados, mas mesmo assim é possível mergulhar na companhia de polvos, cardumes, linguados e os famosos peixes-morcego, muito comum em todos os pontos de mergulho de Morro.

É nesta praia que também se encontra uma das empresas que trabalha com mergulho na ilha, porém esta opera apenas com mergulho livre, ou seja, o mergulho com máscara, snorkel e nadadeiras. Caso tenha interesse em consultar preços e mais informações veja no link Passeios de Caiaques o contato desta empresa.

Passeios de Caiaques

Além do mergulho outra boa opção de esporte aquático nesta praia é o caiaque. Existe uma barraca na beira da praia, a Zimbo Dive, que também aluga equipamentos para mergulho e dispõe de caiaques para aluguel. Você poderá sair sozinho se desejar e tiver experiência ou acompanhado pelos instrutores. O passeio poderá ser até a Ilha do Caitá, onde se pode mergulhar e ver uma variada espécie marinha como peixes tipo sargentinho, maria preta, barbeiro azul e outros.

A outra opção de passeio com caiaque é até a Quarta Praia, que possui águas tranquilas e portanto, propícias para  a prática deste esporte. A Segunda e a Primeira Praia, de acordo com o instrutor e proprietário da Zimbo Diver, Daniel Lacerda, não são recomendáveis, pois o mar nestas praias apresenta ondas o que não é recomendado para quem não está habituado com o esporte.

A melhor hora para passeiar com o caiaque é quando a maré encontra-se intermediária, isto é, não está baixa nem alta e com boas condições climáticas com ventos fracos.

Para uma maior segurança dos usuários há colete salva-vida e mesmo que a pessoa tenha experiência, os instrutores monitoram o passeio levando-o até o local escolhido com um bote. Então quem tiver interesse em pegar um caiaque para fazer um passeio pela ilha, já sabe o point é na Terceira Praia e o horário de funcionamento da Zimbo Dive no verão é da manhã até a noite, sem horário para fechar. O contato é (75) 8136-6728 ou 8803-1986, com Daniel ou Marilu.

Hotéis e pousadas na Terceira Praia

Na Terceira Praia  você encontrará várias pousadas, cada uma com um nível de conforto diferente. Desde pousadas bem simples, que possuem preços baixos até pousadas com infra-estrutura completa com restaurante, piscina e ampla área verde. Há pousadas que ficam à beira–mar e também diversas pousadas pequenas que ficam localizadas nos becos (ruas para dentro da praia). Nestas você poderá se hospedar, pagando R$ 30,00 a diária(na baixa temporada) para duas pessoas com direito a café da manhã. Agora se você estiver buscando mais conforto e qualidade, achará estes requisitos nas pousadas maiores que ficam geralmente na beira da praia. Estas variam de preços, tendo diárias no verão que ficam na faixa entre R$ 130,00 apartamentos standars até R$ 360,00 suítes de frente para o mar. Algumas das pousadas mais tradicionais de Morro, que já foram antigas fazendas, se localizam nesta praia.

Para os que preferem curtir um pouco de sossego, a Terceira pode ser uma boa opção, pois não há muito agito. Porém, enganam-se aqueles que pensam que ficar hospedado na Terceira Praia é ficar distante do centro. Quem ficar lá terá o previlégio de estar em um local calmo e ao mesmo tempo próximo a tudo. Da praia até a Vila (parte central da ilha), são aproximadamente 15 minutos caminhando, além de ser vizinha da Praia mais agitada de Morro, a Segunda.  

Alimentação na Terceira Praia

Na Terceira Praia pode-se encontrar vários restaurantes, porém, a maioria comercializa pratos de frutos do mar e os valores oscilam, dependendo do lugar e do tipo de refeição. Há lugares em que você poderá encontrar opções para duas pessoas a partir de R$ 26,00. A maioria abre pela manhã e fecha no final da tarde. Poucos permanecem funcionando até a noite. E geralmente permanecem abertos somente na alta estação, com exceção dos que pertencem às pousadas. Os estilos variam entre os mais simples até os mais requintados. Entre as especialidades de frutos do mar estão as moquecas, marcadas pelo forte tempero baiano. Outros pratos típicos são os bobós de camarão, lagosta e caldo de sururu.

Outra especialidade da culinária que você encontrará nesta praia são as variedades de massas e pizzas. Algumas pousadas, cujos proprietários são de nacionalidade italiana, oferecem em seus restaurantes excelentes opções deste tipo. Pratos com carnes também fazem parte dos cardápios. Se você não quiser arriscar, com a caliente pimenta dos baianos, poderá  ficar com estas opções. Dificilmente encontrará ambulantes vendendo petiscos, somente aqueles que percorrem as praias, com bebidas como água de coco. Veja mais dicas sobre opções gastronômicas em Bares e Restaurantes em Morro de São Paulo.

Ilha do Caitá

É considerado um dos melhores pontos de mergulho de Morro de São Paulo. Para aqueles que gostam de mergulhar vale a pena conhecer.

A Ilha do Caitá, segundo os antigos habitantes de Morro de São Paulo sempre teve este nome e sua principal característica e diferencial está no fato de ter um único coqueiro.

O que também chama atenção, dos turistas e a faz receber muitas visitas . É uma ilha pequena, com uma extensão de 800 metros. Para quem tem fôlego pode chegar nela, facilmente nadando ou se este não for seu caso, poderá alugar um caiaque.

Veja no link Passeios de Caiaques. Vale a pena você conhecê-la.

Parte atrás da Terceira Praia

Na parte atrás das pousadas e restaurantes, paralela a praia, existe uma rua pouco conhecida pelos turistas, porém, muito freqüentado pelos moradores. Neste local existem diversas casas e algumas pousadas. A maioria das casas pertencem a nativos e as pousadas pela localização são mais baratas do que as que ficam em frente à praia.

Você encontrará algumas bem legais caracterizadas pelo conforto e simplicidade. Seguindo por este beco você sairá na Segunda Praia, pela rua paralela onde fica o Receptivo (local onde partem os carros das pousadas localizadas nas Quarta e Quinta Praias).

Se quiser diminuir a caminhada até a Vila, poderá fazer através desta rua. A distância ficará bem mais curta: aproximadamente 1.180 metros, seguindo pela beira da praia quando acaba a rua (no Receptivo).

Pista de pouso da Terceira Praia

É nesta pista que pousam os aviões da empresa Addey.

A pista fica numa área pertencente a Fazenda Caeira e em frente a praia. Ao chegar, o turista avistará uma linda paisagem da Terceira Praia.

Para saber mais informações sobre esta pista veja o link 1.1.1  Pista de aterrissagem da Terceira Praia.

Pontos fracos & pontos fortes da Terceira Praia

Pontos Fortes

Os serviços são suficientes: há restaurantes, mercados e lojas

Fica muito próxima a Segunda, para os que desejarem ir às festas isto facilitará.

É uma praia tranqüila, sem grandes agitos.

Boa para descansar

Fica um dos melhores points para mergulho:

Ilha do Caitá

O mar calmo é ideal para passear de caiaque

Pontos Fracos

É uma praia com uma pequena faixa de areia

Não é das melhores praias para banho, principalmente em maré baixa, pois aparecem muitos corais e recifes

Dicas para curtir a Terceira Praia

Uma das melhores dicas para curtir a Terceira Praia é alugar um caiaque e passear até a Ilha do Caitá.

Mergulhar junto a esta ilha para ver os recifes de corais e a variada vida marinha também é uma

boa pedida para os que gostam de esportes aquáticos.

Para aqueles que preferem exercícios mais leves, a opção é caminhar na estreita faixa de areia, com a água nos pés.

Curtir a tranquilidade e a paz que a praia tem, já que ao lado, fica o agito da Segunda.

Provar em um dos restaurantes que ficam a beira-mar os petiscos ou ainda um prato típico baiano

Para os que não dispensam a tradicional pizza, vale experimentar a servida no Chez Max. www.praiadoencanto.com.br.

 

Quarta Praia de Morro de São Paulo

A Quarta Praia é a maior das praias de Morro de São Paulo em extensão, medindo 5 quilômetros de extensão. Podemos dizer que esta praia é pura natureza e além de preservar as belezas naturais, conserva o lado bucólico da ilha, retratado através de um cenário onde prevalece a tranquilidade. Mesmo em alguns períodos da alta temporada e feriados prolongados, podemos ver a praia deserta com apenas uma única presença: a da natureza exuberante e caracterizada pelos manguezais, vegetação nativa e extensos coqueirais. A Quarta Praia já foi considerada pela Revista Terra, em Janeiro de 1996, uma das 10 praias mais bonitas do Brasil.

Distante apenas oito minutos caminhando da Segunda Praia, é a paisagem perfeita que alguém pode sonhar para descansar: uma praia linda e deserta, com uma faixa verde de coqueiros de um lado e piscinas naturais no mar, do outro. Por ser uma praia calma, a torna ainda mais recomendável para quem viaja com crianças.

Existem poucas pousadas e restaurantes, mas as pousadas existentes têm infra-estrutura suficiente para a demanda. Na maré baixa suas águas transparentes formam piscinas naturais e são muito visitadas pelos turistas que alimentam os peixinhos com pequenos pedacinhos de pães. Por este motivo esta praia também é conhecida pelo nome de “Praia das Piscinas”.

Antigamente nos tempos em que Morro de São Paulo ainda não havia despertado para o turismo, a Quarta Praia era chamada pela denominação de “Mangue Queimado” e não passava de uma grande área deserta onde transitavam somente os pescadores e nativos que moravam nas imediações.

Apesar da longa faixa de areia, não se vê com regularidade pessoas praticando esportes. As piscinas naturais são indicadas e perfeitas para quem deseja mergulhar com máscara, tanto importa com maré baixa ou alta, pois nas duas ocasiões é possivel se divertir enxergando inúmeros peixinhos coloridos. Você também encontrará pontos na extensão da praia que alugam cavalos, charretes e bicicletas. Os esportes também se fazem presentes através do KiteSurf, um esporte que vem sendo procurado cada vez mais na ilha e praticado na Quarta Praia. Aliás, esta praia é a mais apropriada para esta modalidade esportiva. Saiba mais sobre o Kitesurf no link Esportes/ Kitesurf.

Os surfistas também frequentam a Quarta Praia, há um ótimo point no local. (confira no link Esportes/Surf). Para os que gostam de caminhar na praia, esta é perfeita, devido ser uma das mais calmas e de possuir uma larga faixa de areia é ideal para curtir uma longa caminhada e esquecer do mundo. Apesar de ficar localizada distante do burburinho das outras praias, a distância não é grande. Do ponto onde começa a praia até a Vila são 1.700 metros. Muitos turistas a preferem pela privacidade que esta proporciona. Caminhando pela praia, pode-se chegar até o Zimbo, um povoado simples e com pouca infra-estrutura ainda, onde prevalecem as casas residenciais. Depois de todas estas características que citamos e ler as informações e dicas abaixo, você terá a exata noção de como é a Quarta Praia e ficará ansioso para desfrutar deste paraíso. Confira.

História da Quarta Praia

Como escrevemos no link Praias / Primeira Praia / História da Primeira Praia, as praias de Morro de São Paulo não têm uma fundamentação histórica e pouco se sabe sobre o surgimento destas. Os únicos recursos que dispomos para contar esta história, são os antigos moradores e pesquisadores interessados em desbravar a curiosa história de Tinharé, que são as mais importantes fontes de informação sobre o assunto. Um dos poucos registros a respeito desta praia quem nos conta é uma destas pesquisadoras, Lena Wagner. Estudiosa no assunto, Lena que cursou por dois anos História e já foi diretora cultural de Morro de São Paulo, explica que uma parte da extensão da Quarta Praia, onde fica o povoado do Zimbo, existia uma espécie de ostra, que os moradores utilizavam como moeda. Lena acredita que venha daí o nome “Zimbo”, que significa a relação da negociada feita a partir deste tipo de molusco. Baseando-se nos relatos dos nativos, podemos dizer que as Quarta e Quinta Praias surgiram do mesmo modo que as demais praias da ilha: com a proliferação do turismo. Assim como as outras praias, a Quarta também tinha outras denominações. Há mais de 40 anos atrás, conforme depoimentos, a praia recebeu o nome de “Mangue Queimado” e algumas partes de sua extensão eram chamadas por outras designações como: “Poça da Marcelina”, devido existir uma antiga moradora chamada Marcelina  que gostava muito de pegar polvo no local e também  “Soeiro”. Este último nome ninguém sabe dizer o motivo.

A Quarta Praia não passava de um imenso coqueiral com suas areias finas e águas cristalinas. Esta paisagem foi aos poucos sendo modificada com a aquisição das terras que ficavam em frente ou próximas da beira da praia, adquiridas pelos primeiros empreendedores vindos de outros lugares e principalmente de fora do País. Nestes tempos, no início dos anos 80, segundo contam alguns nativos, a praia era pouco visitada e podia-se ver uma prática nada comum para a época: o nudismo. O lugar era frequentado em sua maioria por turistas estrangeiros que aproveitavam a tranqulidade da praia para praticá-lo. 

Com o aumento da procura por áreas de terras nesta praia, os terrenos passaram a ser vendidos e foram sendo construídas as primeiras pousadas e poucas residências e desde então, a Quarta Praia distante das demais praias passou também a viver do turismo já enraízado em todos os pontos de Morro de São Paulo. Anterior a este período, antes de ter início a construção das pousadas, surgiu o primeiro ponto na praia e que até hoje está em funcionamento, o “Bar das Piscinas”, cujo nome foi sugerido pelos turistas que  visitavam o local e deram a idéia que o bar fosse chamado assim pela localização, pois fica bem em frente as piscinas naturais da praia.

Nesta época o bar era um simples trailer puxado por uma carroça e hoje se transformou num dos mais bonitos restaurantes que ficam localizados na beira da praia de Morro de São Paulo. E esta constatação é feita pelos turistas que visitam o lugar e se apaixonam por esta bela construção de dois pisos, toda feita em madeira tipo massaranduba e pirantuba. A proprietária , a nativa da Gamboa Maria Angela de Souza, 48 anos, conta que quando chegou na Quarta Praia não havia nada, a praia ainda era considerada uma praia de nudismo e aos poucos foi construíndo o bar junto com a família. “Não tiramos nada da natureza, pegávamos madeira que não era mais usada e aos poucos fomos levantando o bar”, recorda. Após o trailer, Maria construiu uma pequena barraquinha e conta que na época ainda morava na Quinta Praia e acordava às 4 horas da manhã para ir até o povoado da Gamboa para comprar mercadoria. Com um isopor na cabeça, ela andava todo o percurso e após largar as compras na Quarta Praia, ela muitas vezes retornava para buscar o gelo.

Ás vezes, quando tinha sorte, conseguia carona com alguém que estava com burricos. Maria lembra até hoje a mercadoria que comprou fiado para começar a funcionar a barraca: “Um litro de cachaça, um litro de vodca e 20 limões para fazer caipirinha e caipiroska”, resume. Recordações que não se apagam jamais de sua memória e que estão guardadas junto com toda sua garra e determinação. Depois de 15 anos, ela corre o risco de ver todo seu patrimônio destruído, pois está em andamento um processo que prevê a demolição do bar.

A explicação, de acordo com Maria, é que os proprietários de terras na Terceira Praia entraram com uma reintegração de posse da área onde está o restaurante, alegando que o bar foi construído em áreas particulares. Após alguns anos de batalha, como ela mesma define, ficou constatado que a área pertencia à União e ela teria que desocupar o lugar. Maria já recorreu várias vezes e até hoje o processo se arrasta na justiça. Atualmente existe uma carta precatória e a qualquer momento o bar pode ser fechado. Ao falar no assunto, Maria enche os olhos de lágrimas e diz que conta apenas com a ajuda dos nativos e de Deus. “Hoje vivo com medo e traumatizada com este problema, mas tenho a comunidade que está ao meu lado”, desabafa. Foram arrecadados um total de 8.373 assinaturas de nativos, moradores e turistas em um abaixo assinado feito há dois anos para que o bar não fosse fechado.

Caracteristicas da Quarta Praia

É a praia mais tranqüila e mais extensa de todas e o movimento é somente no início da praia. A belíssima paisagem atrai turistas de todos os cantos do mundo, sendo mais visitada por estrangeiros que justificam a escolha pela particularidade do lugar.

Na sua areia branca e fina é comum avistar adeptos do topless, que aproveitam a calmaria da praia para pegar um bronzeado.

A Quarta Praia ainda não é tão explorada comercialmente, pois tem poucos hotéis e pousadas, porém, são lugares que têm toda infra-estrutura necessária já que ficam um pouco mais afastados da Vila (parte central da ilha) de Morro de São Paulo. Diferente das demais praias, não tem a mesma agitação e o comércio vistos nas outras. Os restaurantes não são muitos, mas suficientes para atender os turistas que freqüentam o local.

Existem também comerciantes que a percorrem de ponta a ponta vendendo água de coco e petiscos como queijo assado na brasa e pastéis. Logo na entrada da praia há um ponto de venda chamado de “Parada Obrigatória”, que justifica perfeitamente o nome, pois vende uma deliciosa água de coco e caldo de cana bem gelados. O acesso se faz da mesma maneira que nas outras praias, ou seja, andando. Porém, os hóspedes das pousadas situadas na Quarta Praia podem ainda se locomover através dos transportes que ficam à disposição e saem da estrada paralela a praia, no chamado Receptivo.

Esta praia tem ainda uma atração que a difere das outras da ilha: quando a maré está baixa, nas piscinas que se formam, você verá vários peixinhos de tamanhos e cores variados que nadam ao seu redor. Este diferencial não diverte somente as crianças, mas também turistas de todas as faixas etárias que alimentam os peixes com farelos de pães. É esta característica que faz com que a praia seja também conhecida por “Praia das Piscinas”. www.praiadoencanto.com.br.

 

Quinta Praia de Morro de São Paulo

A Quinta Praia, conhecida também como Praia do Encanto, é a última das praias da ilha e a mais isolada. Com 1.600 metros é lugar onde não se escuta o burburinho das outras praias, somente o barulho do mar e da brisa. São dois quilômetros de praia praticamente desertos.

O cenário é uma mistura de coqueirais e manguezais com areia branca e águas calmas. Poucas pousadas e hotéis compõem a infra-estrutura do local. É a mais preservada de todas, uma excelente opção para quem procura paz e tranquilidade, sendo considerada uma praia semi-deserta.

Apesar deste detalhe, não deixa a desejar quando se fala em conforto, pois os hotéis e pousadas proporcionam tudo o que é necessário para assegurar a comodidade dos clientes

Normalmente as pessoas que se hospedam na Quinta Praia partem do Receptivo, que fica localizado na estrada paralela a Segunda Praia. Com maré baixa surgem no mar bancos de areia, o que propícia uma caminhada por mar adentro.

Para se chegar até esta praia pode-se ir caminhando, porém, o percurso da Primeira até ela pode durar no mínimo 40 minutos e aconselhamos que este trajeto não deva ser feito por pessoas que não conheçam a área, pois dependendo das condições da maré pode se tornar difícil. A Quinta Praia é separada da Quarta por um pequeno manguezal que pode ser atravessado sem dificuldades na maré baixa.

Para fazer o passeio além de estar acompanhado com alguém que conheça a praia, é fundamental não esquecer de levar água e boné para proteger-se do sol, pois durante o percurso você dificilmente encontrará vendedores ambulantes, que geralmente ficam até a Quarta. Os banhistas podem desfrutar das águas calmas e da sombra da vegetação à beira do mar. O local é um verdadeiro refúgio e sua história e processo de desenvolvimento não estão num passado tão distante. Pois foi a última praia a despontar na ilha e poucas pessoas falam sobre sua trajetória. Veja a seguir algumas características deste recanto de Morro de São Paulo e confira se a Quinta Praia é a sua preferência. De qualquer maneira se não for a escolhida para hospedar-se, uma caminhada até ela com certeza fará parte de seu roteiro na ilha.

História da Quinta Praia

A Quinta Praia, chamada antigamente de “Boca da Mata” e também “Sueiro” ficou isolada e reclusa durante anos até que surgiram os primeiros empreendimentos turísticos. Nestes remotos anos em que não havia nenhuma pousada e hotel, esta praia contava apenas com a presença silenciosa da natureza. Foi a última das praias de Morro de São Paulo a despertar para o turismo e apesar dos grandes empreendimentos que existem como pousadas e até pista de vôo, a Quinta praia ainda conserva a traquilidade, sendo que até hoje é a mais preservada e isolada.

O pioneiro da Quinta Praia é um baiano, natural da cidade de Santo Antônio de Jesus e formado como engenheiro agrônomo. Proprietário de uma área com 100 hectares desde 1997, Luciano Ribeiro de Souza, 47 anos, considera esta praia um lugar abençoado. Aliás, a denominação “Praia do Encanto” foi ele quem criou. Luciano lembra que a idéia do nome surgiu na época em que seu pai estava doente e ele estava o acompanhando no hospital. Numa noite ficou pensando que nome colocaria na área da praia, até que surgiu a denominação, Praia do Encanto. O nome, de acordo com o empresário, foi devido ter ficado literalmente encantado com o lugar. Depois de anos procurando um lugar para morar, Luciano fez da Quinta Praia seu porto seguro.

O empresário conhece Morro de São Paulo desde 1975, época que pescava pela região. Em 1987, comprou uma área em Valença e construiu uma pequena marina, a fim de servir como apoio para a lancha. Passou 10 anos pescando pela costa de Tinharé e nunca havia visto esta praia. “Não tinha noção desta área”, ressalta.  Quando resolveu mudar seu estilo de vida e passar a morar num lugar mais tranquilo, escolheu a praia de Canoa Quebrada, no Ceará. Num domingo de manhã, recorda até hoje, tudo mudou e o fez alterar o destino escolhido.

Quando pescava, com um binóculo avistou  a extensão de areia da Quinta Praia e resolveu voltar para a vila, parte central de Morro de São Paulo. Chegando na vila, fretou um avião bi-motor e sobrevoou a área. Adorou o que viu e alugou um trator e foi até lá. Tudo aconteceu muito rápido, segundo Luciano. Descobriu que o proprietário era de Cairu e chamava-se Manuel Otivo. Foi até Cairu procurar a família e em três dias era o novo proprietário. “Foi paixão a primeira vista”, define.

Luciano destaca um fato interessante na história da Quinta Praia e como não poderia deixar de ser tratando-se de um lugar de Morro de São Paulo, cercado de mistérios. Por gostar muito de história, ele procurou saber sobre a cadeia sucessória do local e descobriu que a área havia sido doada pelo governo da época a um padre que anos depois foi embora, retornando as terras ao governo. Nestes tempos era comum o governo doar terras para quem vivesse no local. Após o padre, a área foi doada à um combatente de guerra, que também não permanceceu, voltando a posse do poder público até que as terras foram vendidas para um proprietário particular, não recorda o nome da pessoa, e em 1937 seu Manoel Otivo as comprou. A maneira como este senhor adquiriu a propiredade é intrigante. Na época, Seu Manoel era casado e a esposa faleceu, então ele começou a namorar outra senhora. Esta por sua vez, não aceitou morar na mesma casa da viúva.  Seu Manoel resolveu comprar uma nova casa em Cairú e na reforma desta nova moradia, ao quebrar uma parede ele achou uma imagem de Santo Antônio, toda feita em ouro puro. Com o dinheiro da venda do Santo, Manoel adquiriu as terras da Quinta Praia. E como Luciano mesmo diz, é a prova de que além de abençoada pela natureza, esta praia conta com a benção e proteção de Santo Antônio!

A Quinta Praia, na sua opinião, é especial, pois reúne tudo num único lugar. “Tem a praia, um porto onde qualquer embarcação podia parar, o rio, o mangue e a Mata Atlântica”, explica. A luta no começo não foi fácil. O acesso era precário feito com os tratores pela praia, até que construíram a estrada do receptivo. O empresário acha que Morro de São Paulo ainda não aconteceu. Falta união entre as pessoas para divulgar o destino. “É preciso divulgar mais”, ressalta. E para tanto existem várias coisas que podem melhorar e abrir o leque de turismo. Atualmente, Luciano está com um projeto inédito na ilha que prevê a construção de um condomínio fechado na área, sem lotes e sendo o primeiro com estação de esgoto próprio, tratamento e coleta seletiva de lixo. Tudo legalizado e respeitando as normas da ZTE (Zona de Turismo Especial). “É o desenvolvimento ordenado”, define.

Caracteristicas da Quinta Praia

Algumas pessoas a consideram a melhor das praias para hospedar-se, pois a estrutura dos hotéis conta com os traslados dos hóspedes até a Vila em vários horários durante o dia e a noite.

Claro, se depende destes transportes, mas por um lado também é cômodo para os hóspedes.

Já falar de vida noturna nesta praia é impossível.

Pois como é afastada do centro e do agito a única saída para quem deseja diversão na noite é curtir as baladas das praias vizinhas ou da Vila.

Mergulhando na Quinta Praia

Depois da Quarta Praia, já na Quinta, começa uma infinidade de opções para quem quer passar o dia sem compromisso. Com máscara, snorkel, protetor solar e algumas garrafinhas de água, o turista mergulhador poderá ficar a vontade em piscinas naturais e pequenos recifes. É uma boa opção que reúne mergulho e tranqüilidade. Não esquecendo de alugar os equipamentos antecipadamente na empresa que fica na Primeira Praia ou ainda nos pontos da Segunda.

Hotéis e pousadas na Quinta Praia

Os hotéis e pousadas na Quinta Praia são poucos. Pode-se dizer que é a praia que atende um público mais direcionado. Geralmente os estrangeiros e na sua maioria famílias a preferem. Todos possuem uma excelente estrutura hoteleira, são confortáveis e oferecem amplas acomodações, divididas entre chalés e bangalôs e equipadas com todo conforto necessário. Alguns foram inaugurados a menos de um ano e foram construídos em grande área de reserva da mata atlântica. Para os que não abrem mão do conforto  e não se importam em pagar por isto a Quinta Praia é indicada.

Alimentação na Quinta Praia

A Quinta Praia não dispõe de restaurantes, a não ser os que ficam dentro das pousadas.

As pousadas Praia do Encanto, Anima, Karapitangui e Vila dos Orixás possuem restaurantes e atendem também o público em geral.

O cardápio basicamente é o mesmo encontrado nos demais restaurantes da ilha, oferecendo pratos variados com carnes, frangos e claro, não deixando de lado os ítens tradicionais da culinária baiana com suas calientes moquecas e frutos do mar.

Além de cozinha internacional, como no restaurante do Ânima, onde são servidos pratos da culinária francesa.

Pista de Pouso da Quinta Praia

Na Quinta Praia se localiza a outra pista de vôo, a da empresa Aerostar. Quem chega em Morro de São Paulo por esta pista faz o traslado em ônibus até o Receptivo, de onde partem para as devidas pousadas. Isto no caso de hospedarem-se na Vila, Primeira, Segunda, Terceira ou Quarta Praia. Os hóspedes das pousadas da Quinta Praia, os próprios transportes dos hotéis os pegam diretamente na pista. A distância entre a pista e o receptivo, percorrendo a estrada, é de 5.160 metros e da Vila (parte central de Morro de São Paulo) é 5.900 metros. Saiba mais sobre esta pista no link Pista de aterrissagem da Praia do Encanto.

Dicas para curtir a Quinta Praia

A melhor dica de todas é usufruir da tranquilidade que esta praia tem

Pegar um sol e curtir a beleza da praia com suas águas cristalinas

Ficar dentro das piscinas naturais que se formam na maré baixa

Cavalgar da Quinta Praia até as outras praias

Mergulhar ou navegar no mar calmo

Aproveitar o conforto proporcionado pelas pousadas e hotéis.

www.praiadoencanto.com.br

 

 


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