Casarão
Morro de São Paulo

DENOMINAÇÃO: SOBRADO DÀ PRAÇA AURELIANO LIMA (CASARÃO)
CATEGORIA: Arquitetura civil com função privada
LOCALIZAÇÃO: Morro de São Paulo – BA
PROTEÇÃO EXISTENTE: Bem Inventariado
REGISTRO IPHAN: Não consta
REGISTRO IPAC BR: 32201-1.3-I008 BA: 32201-0.4-I002.
PERÍODO Século XIX
DESCRIÇÃO FÍSICA
Sobrado de interesse arquitetônico, com planta retangular de circulação central, recoberto por telhado de três águas. O edifício está construído em terreno em aclive e o térreo se restringe a duas lojas, situadas na parte anterior do edifício. Precede o edifício um átrio. Seu frontispício, enquadrado por cunhais e
cornija, é vazado por cinco portas, no térreo, sendo a central mais alta, e igual número de janelas de guilhotina, no 1º andar. Na década de 70, o edifício sofreu uma grande reforma, quando foram substituídas as divisórias internas de estuque por paredes de tijolo. Conservam-se, contudo, assoalhos originais em três quartos e tijoleira no térreo. O vestíbulo e a escada tiveram seus pisos de madeira substituídos pelo mesmo material, novo. Corredor, sala de jantar e cozinha têm piso em ladrilho hidráulico. Dois quartos e dispensa mantêm o forro original. No restante da casa, os forros são novos. Destaque para a porta torneada que fecha a escada. Nada de importância no mobiliário.
DESCRIÇÃO HISTÓRICA
Séc. XIX - Não se sabe a data nem o responsável pela construção deste sobrado, cujas características são do meado deste século.
1930 - Eufrosina Porto Rosas adquire o imóvel em mãos de Joaquim Soares Senna, casado com Eleonora de Souza Senna. Dois anos mais tarde, o imóvel é vendido a Merícia Ratis de Carvalho.
1947 - Manoel José compra o sobrado de Merícia Ratis de Carvalho.
1960 - Nildo Cayres da Costa, atual proprietário, adquire o imóvel em mãos de Manoel José e sua mulher, Maria Augusta José.
DADOS TIPOLÓGICOS
Sobrado com escada e circulação central, provavelmente de meados do século XIX. As casas e sobrados de circulação longitudinal constituíram a tipologia mais freqüente de residência urbana, durante o período colonial e século XIX, não só na Bahia, como em todo o Brasil. Nos casos mais modestos a circulação é lateral. Nas residências maiores o corredor se transforma na espinha dorçal do edifício. O sobrado em análise integra um subgrupo especial – os sobrados com escada no mesmo eixo do corredor e conduzindo o visitante diretamente da rua ao pavimento nobre.