Forte
Morro de São Paulo
DENOMINAÇÃO FORTE DA PONTA
CATEGORIA Arquitetura Militar
LOCALIZAÇÃO - Morro de São Paulo – BA
PROTEÇÃO EXISTENTE
REGISTRO IPHAN Tombado pela SPHAN sob o nº 46 do Livro de História, fl. 9, em 24/05/1939 e sob o nº 91 do Livro de Belas Artes, fl. 17, em 24/05/1936.
REGISTRO IPAC BR: 32201-1.1-F002
PERÍODO Início do século XVII (19...)
DESCRIÇÃO FÍSICA Forte, de relevante interesse arquitetônico, constituído de um terrapleno, em forma trapezoidal, com seis troneiras e duas guaritas, uma das quais já destruída pelo mar; quartel em ruína e um segundo terrapleno a
barbeta, situado junto à fachada leste do quartel. No lado oposto, o quartel, uma construção retangular, medindo cerca de 14,50 x 28,0 m, é recoberto por telhado de quatro águas e apóia-se sobre uma das cortinas do terrapleno. Penetra-se no forte através de portada com cercadura de arenito, sobre cujo frontão semicircular existe inscrição comemorativa da sua fundação, reproduzida na cronologia. Um pequeno corredor, flanqueado pelo corpo-de-guarda e prisão, conduz a um átrio coberto, aberto para o terrapleno através de três grandes arcos plenos. Neste átrio localiza-se a cisterna. Em duas faixas laterais localizava-se, à direita, a casa do oficial e, à esquerda, o paiol e as cloacas. A fachada oeste é inteiramente cega e a leste vazada apenas por seteiras. Todo o conjunto está tomado pelo mato. No chão, um canhão datado de 1695.
DESCRIÇÃO HISTÓRICA
1730 - "O excelentíssimo senhor Vasco Fernandes Cesar de Meneses, conde de Sabugosa, do conselho de S. M. que Deus guarde, alferes-mor do Reino,
alcaide-mor da vila de Alenquer, comendador da Ordem de Cristo, das comendas de São Pedro de Lomar e de São João de Rio Frio, capitão-geral de mar e terra do estado do Brasil, mandou fazer esta fortaleza no ano de 1730", assim reza uma placa existente na entrada do forte. Não obstante isto, afirmam os historiadores que a obra foi construída entre 1728 e 1732. Ao mesmo Vice-rei deve-se,
também, a construção da cortina que corre em uma extensão de 678 m.
1774 - Em junho deste ano, um temporal rompe dois trechos da muralha de seu terrapleno (4). Vide planta reproduzida por Vilhena 1787 - Em ofício, o Governador D. Rodrigo José de Menezes dirige-se a D. Martinho de Mello e Castro,
assinalando as obras necessárias para evitar a total ruína da fortaleza.
1797 - O terrapleno, já muito erodido pelo mar, é reduzido em tamanho e restaurado pelo sargento-mor Domigos Álvares Branco Muniz Barreto que, na
mesma oportunidade, constrói uma nova casa de pólvora.
DADOS TIPOLÓGICOS
O primitivo Forte da Ponta possuía terrapleno com 70 m de extensão e 19 torneiras, como pode ser observado em gravura reproduzida por Vilhena. Sua
atual configuração resulta das obras realizadas na última década do século XVIII pelo Sargento-mor Domingos Álvares Branco Muniz Barreto, comandante do presídio, em reparação aos danos causados pelo temporal de junho de 1774. Sua forma atual foi descrita pelo Coronel de Engenheiros Henrique Beaurepaire Rohan, em 1863, como "... hexágono irregular, com três faces à barbeta e três (faces) canhoneiras, que formam quatro (ângulos) salientes e um reintrante". O mesmo oficial assinala a necessidade de uma plataforma geral e do rejuntamento das muralhas. Sua função era proteger não só o canal de Tinharé, evitando o refúgio de barcos inimigos, e guardando a rota de abastecimento de farinha da capital, que se processava por aquela via, como evitar a entrada de barcos inimigos na Baía de Todos os Santos, através da sua barra falsa.
HISTÓRIA
Durante todo o século XVIII, o forte recebeu diversas ampliações – construção do Forte da Ponta e da cortina ao longo do canal (1728 a 1732).
Construção de pedra com a função de resguardar um local, construção da muralha (1739 a 1759), construção da cortina do Forte da Ponta (1779) - passando a constituir um dos mais importantes sistemas defensivos da Bahia e possivelmente do Brasil colonial. Campos ainda relata que a importância geográfica de Morro de São Paulo era tão grande no período colonial, que durante as negociações entre Portugal e Holanda, para a retirada da Companhia das Índias das terras brasileiras, os holandeses propuseram ficar ocupando Morro de São Paulo por 20 anos, até que
Portugal cumprisse as obrigações estabelecidas pelo acordo.
Visando à defesa do território, tropas são enviadas à vila para montar guarda na Fortaleza e impedir que navios inimigos se aproximassem do território.